A PÁTRIA É DO POVO

Publicado em 8/09/2018 00:09

(o grito é na urna)

Muitos acreditavam que falavam, na política, na antiguidade, em nome de Deus e, bem por isso mesmo, falavam a verdade ‘absoluta’.
Os políticos pensavam e acreditavam piamente que eram ‘donos do povo’.
Hoje o povo muda na política de acordo com seus valores.
Nessas eleições a ‘vontade do povo’ ainda está escondida. As pesquisas mostram.
Quando o nome do presidente Lula aparece ali também aparece a ‘vontade do povo’. Hoje quando tiram o nome dele das pesquisas a ‘vontade do povo’ fica escondida no grande número de indecisos.
Para onde vão migrar esses votos é a grande pergunta que não quer calar e faz esfriar as mais ‘quentes coxinhas’ e os manifestantes da Paulista…
O povo – o ser humano – não é fixo e não é perfeito, tampouco tem dono. O povo está em constante procura e transformação, construindo a cada momento da história, novas formas de possibilidades.
Não encontrando essa ‘nova forma’ poderá dar o seu ‘voto de protesto’ e se o povo migrar para Bolsonaro – dada a ausência de Lula – ele vencerá no primeiro turno. É apenas sinal de que precisamos passar por isso.
Ou então poderão encontrar em Ciro Gomes, Marina e Haddad seu canal de transformação.
Está iniciando o ponto de partida da construção de um novo edifício social. Haverá a destruição da atual e velha ordem social, institucional e econômica que se mostrou falida e cheia de privilégios. A atual ordem está ruindo, apodrecendo.
É preciso que o povo viva uma ‘nova experiência’, que embase um novo consenso, mas até lá muitos dogmas precisarão cair…
Será preciso desconstruir os ‘novos salvadores da pátria’ do STF ou da Avenida Paulista. Será preciso ‘denunciar os novos ídolos’ dos gabinetes políticos, jurídicos, burocratas ou de qualquer cubículo lusco-fusco, que julgam falar em nome do povo.
Será preciso saber que alguns ‘novos ícones’ são circunstanciais e contingentes e que rasgam princípios democráticos inscritos em nossa Constituição da República.
Os que agiram com frivolidade, oportunismo e capricho pagarão o seu preço. Faltou maturidade. Muitos brincaram inconsequentemente.
É preciso acabar com o ‘espírito de corpo dos juristas, dos políticos, dos tecnocratas’, dando oportunidade para cada indivíduo ser cidadão para que possa viver com plenitude a sua vida.
A História está começando a ser contada pelo ‘povo’ e não por ‘falsos profetas’. Por isso, em política, não existe verdade absoluta, nem ‘dono do povo’. O título eleitoral é do cidadão. Esperemos o ‘grito’ na urna! A pátria terá que ser do povo, cedo ou tarde.

Última Edição