A PIRÂMIDE INVERTIDA

Publicado em 17/07/2021 00:07

A imagem da pirâmide representa a situação do Brasil hoje, em termos econômicos e tributários.
No sistema econômico, na ponta da pirâmide estão poucos com muito dinheiro, e na base a maioria dos brasileiros com quase nada.
No sistema tributário ocorre a mesma desigualdade: na ponta da pirâmide a União, na base os municípios com pouca fatia da renda.
É hora de inverter a pirâmide.
O Bolsa Família veio provar que a distribuição de renda, além de justa e necessária, chegando à ‘base da pirâmide’, são produtivos, tanto em termos de redução de situações críticas e consequente aumento da qualidade de vida, mas principalmente pela dinâmica que se dá às atividades econômicas induzidas pela demanda local.
Os recursos nas mãos dos municípios também são salutares, porque a descentralização administrativa evita a concentração de renda (essa é a causa principal da corrupção) e os serviços ficam, além de mais bem fiscalizados, de modo que a população pode – e deve – participar do orçamento diretamente, instigando, pois, o processo democrático.
A inversão da pirâmide se torna uma necessidade quer em relação à atividade econômica, quer em relação à atividade tributária, mas – para isso – será preciso enfrentar o monopólio da União em matéria tributária e a ganância do capital em relação às atividades econômicas.
O desenvolvimento moderno e futuro haverá de inverter a pirâmide para um novo sistema de alocação de recursos objetivando o bem comum, a democracia econômica e a eficiência na gestão.
O sentido contrário da ideia lutando tradicionalmente para estancar a redistribuição de renda e buscando concentrar mais privilégios para poucos apenas causa o caos para todos nós. A Economia, igual ao Direito, deve buscar a paz social.
Na Economia moderna, a base deverá ficar por cima e, a ponta na parte de baixo.
Inverter a pirâmide, pelo processo democrático, será uma questão de racionalidade para que todos vivam em paz.

Última Edição