A TAÇA É NOSSA

Publicado em 10/06/2017 00:06

Três Fronteiras é uma cidade pitoresca, cheia de personagens e fatos marcantes, que fazem dela uma protagonista no mundo esportivo, cultural, político e demais setores da convivência humana. Hoje vou contar uma parte da história do Juvenil Três Fronteiras, uma equipe amadora que por vinte anos dominou o futebol de nossa cidade. Tinha torcedores apaixonados.
Muitos que estão lendo esta coluna não eram sequer nascidos.
Não é que marcamos um ‘quadrangular’, isto é, quatro equipes disputavam jogos entre si e as duas vencedoras ‘faziam a final’.
Estávamos na final – não me lembro contra que equipe – mas a verdade é que a taça bem colocada ao centro de uma mesinha, objeto de disputa e cobiça dos participantes, já estava indo para a outra equipe que ganhava o jogo.
Aquela taça foi comprada pelo Juvenil – que tinha poucos recursos – e nós – eu, o Mindão, o Nori, o Tica, o Damião, o Cosmo, o Eduardo, o Pardal, o Dario, o Daniel, dentre muitos eternos amigos, chegamos a ‘catar algodão’ para adquirir aquela taça.
O jogo findava e perdíamos pelo placar de um a zero e exatamente naquele dia não apitava o Tonhão Bertolo – se não me engano era o Senhor Rabesquini – e ele era rigoroso, não adiantava o Nori cair na área – ela não dava pênalti (mas isso é outra história, que conto outro dia).
Naquele dia – como o árbitro não ‘resolvia’ –, o Mindão, filho da Dona Zelita, resolveu à sua maneira. Olhou a taça, viu que ela ia embora… De repente, saiu correndo em sua direção, passou a mão na cobiçada e fugiu. O time adversário correndo atrás, mas aquele terreno, em direção a ‘antiga vila baiana’, onde morava ‘os cachumbinhas’ ele conhecia como ninguém.
Esguio, parecendo um corredor de maratona tipo da Etiópia, ninguém o alcançou. Aquele dia a taça, uma vez mais, foi nossa…e por pura arte do Mindão, atletismo de corrida, mas faltou futebol .
Hoje vive e trabalha no Loteamento Guanabara, com sua mulher e seus filhos, todos meus amigos e quando contamos essa história, pouca gente acredita, mas é verdade.

Gilberto Antonio Luiz

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