A VIAGEM E O TEMPO

Publicado em 2/03/2019 00:03

A ‘viagem’ de um cowboy é de 8 segundos no lombo do boi. A ‘viagem’ também foi uma telenovela brasileira produzida pela Rede Globo que tratava do ‘mundo do lá de lá’.
Nossa ‘viagem’ em Três Fronteiras foi em torno do ano de 1977.
O Gegê (Geraldinho) solicitou ao amigo Cidinho Segura uma reunião com o então prefeito Waldemar da Mota Ramos, porque havia a informação que a ‘Secretaria de Esportes e Lazer’ do Estado de São Paulo estava possibilitando uma viagem ao litoral paulista àqueles que se inscrevessem.
Para tanto era preciso um pedido do prefeito. Vamos falar então com Waldemar. Waldemar, que foi um excelente prefeito, pois foi ele quem executou a obra do Complexo ‘Edvard Garrido’, piscina, campo de futebol e malha, além de ter urbanizado toda aquela parte da cidade, mas era muito cauteloso nos ‘gastos’.
Reunião marcada, Gegê acompanhado do Cidinho Segura, pede ao saudoso prefeito para que atenda nosso pedido e faça o ofício.
Waldemar foi rápido ao responder.
‘Gerardo, se não me custar nada, pode fazer o ofício’.
Feito o ofício, viagem marcada e cerca de 40 jovens foram, naquela época, sem custo algum a municipalidade, rumaram ao litoral paulista.
Foi a primeira viagem coletiva (dos jovens) na história de Três Fronteiras para a baixada santista. Hotel Bolonha.
E o meio de transporte foi o trem. Dezoito horas de viagem e chegamos à Estação da Luz e Doralice (a monitora da Secretaria) a nos esperar. E não é que o Cirão ‘paquerou’ a ‘bela Doralice do turismo’.
Lembro-me da felicidade de João Vieira de Castro. Muitos queriam e beberam a ‘água salgada’. Cirão (Ciro César Rocha de Oliveira) foi quem comandou a patota.
Graças a Deus nenhum incidente, mas muitas histórias gravadas na mente e no coração de cada um.
Naquela época éramos todos jovens e o investimento do Estado era para propiciar atividades à juventude.
Hoje estamos todos prestes a aposentar (antes da ‘Lei do Bolsonaro’ ser aprovada).
Agora o Estado proporciona várias e boas políticas públicas à terceira idade, inclusive viagens ao litoral paulista.
Fiz, depois, muitas viagens a Santos, mas nenhuma coletiva.
Já está quase na época de fazer uma viagem juntamente com o pessoal da terceira idade, para repetir um passeio ‘coletivo’.
O tempo passa…
Ou para usar a fala do poeta, ‘nós é que passamos’.

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