ÁGUA E O PREÇO

Publicado em 19/06/2021 00:06

A riqueza muda conforme as épocas. Hoje o produto mais bem avaliado é o petróleo. No passado não era. No futuro poderá não o ser.
A nossa região é privilegiada com o aquífero guarani e com as águas da região dos Grandes Lagos.
O poeta Guilherme Arantes, através da música, já alertava: ‘Terra, planeta água’.
A tendência será a valorização do H2O para o planeta terra. O grande problema será a mudança de comportamento com relação à natureza, para se manter um planeta com água potável.
Urgente a migração das soluções convencionais para as soluções baseadas na natureza: ou mudamos nosso comportamento e nosso paradigma ou morreremos ‘afogados’ no seco: na poluição, na falta de ar ou na falta de água.
Para se ter uma ideia, no ano passado, a água se juntou ao ouro, prata, petróleo e outras commodities e começou a ser negociada em contratos futuros na bolsa americana Nasdaq. Estou, portanto, tratando de realidade e de uma realidade factível e próxima.
Alguns especialistas defendem que estes mecanismos financeiros podem contribuir a uma gestão mais eficiente dos recursos hídricos, mas também se considera absurdo permitir que se especule com a consagrada água.
A nossa região é privilegiada e a água e o seu uso deverão ser reavaliados, pois hoje há a utilização esportiva, turística, ribeirinha e também a exploração da atividade econômica, especialmente a agrícola, da cana-de-açúcar e da piscicultura.
Água hoje é quase de ‘graça’, para alguns.
Todavia, vai ser uma ‘mercadoria’ muito cara. Vai incidir sobre ela também a velha regra mercadológica: da demanda e da procura.
A água tem preço! E não pode ser cobrada só dos mortais consumidores. Esses já não aguentam mais.

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