AUTOCONHECIMENTO

Publicado em 14/07/2018 00:07

O que se ouve não se deve acreditar piamente e se não entender algo do que ouviu não se deve nem aceitar nem rejeitar, mas pesquisar.
Ver-se-á então que, abstraindo-se as coisas do tempo e do espaço, as coisas pouco valia têm ou nada valem.
A pessoa quando fala muito de sua virtude é exatamente o que lhe falta. O jactancioso demonstra complexo de inferioridade. Quem ostenta riqueza, rico não é. A prostituição da sabedoria é autodenominar-se inteligente. Quem muito fala em moralidade, desonra a moral. Vale o adágio popular, ‘Dize-me o que te gabas, que te direi o que te falta’.
Assim aqueles que apreciam o próprio ‘ego’, pregando uma falsa segurança e uma ordem, normalmente fruto da hipocrisia, e que gravite somente em torno de seu próprio umbigo, esquecem-se da ‘loucura’ de viver naturalmente amando, inclusive reconhecendo as próprias contradições e os próprios erros.
Falar ‘dos outros’ e para os outros é o exercício do fracasso. Autoconhecimento é a chave do sucesso. A preocupação com os outros tem que ser ao nível de solidariedade, não de julgamento.
‘Quando Pedro me fala sobre Paulo, sei mais de Pedro que de Paulo’ essa frase bem retrata o que aqui estamos conversando. Por isso quando falamos dos outros estamos fazendo projeções de nós mesmos, como um espelho, refletindo a nossa imagem daquilo que bem conhecemos.
Encontrar-se a si mesmo não é tarefa fácil, mas é o início da descoberta de um novo caminho que é a dignidade e o respeito humanos consigo mesmo. Daí decorre a facilidade de respeitar aos outros. Via de regra, quem faz comentários das ‘vidas alheias’ o faz com tons de injustiças e carregados de preconceitos e tornam essas pessoas em seres humanos ‘frustrados’ consigo mesmos.
Pensar com a própria cabeça é o início do autoconhecimento para não se tornar ‘repetitivo’ reproduzindo a ‘fala dos outros’, sobre os outros, porque invariavelmente ou somente repetimos o pensamento alheio ou sequer estamos sabendo do que estamos falando.
A introspecção é ferramenta necessária para nosso entendimento, sob pena de tornarmos ‘papagaio’ que também ‘sabe falar’, mas não pensa com a própria cabeça. Parece simples, mas não é. O autoconhecimento é a base para prosseguir noutros voos, noutras viagens, noutros caminhos, noutros projetos.
Primeiro é necessário se fortalecer como caminhante e depois seguir novos (‘progressistas’) ou velhos (‘conservadores’) caminhos, desde que com as próprias pernas e com a própria cabeça. Não importarão os tropeços ou as ‘cabeçadas’. Assim, o homem só se libertará quando seguir o próprio caminho e começar a pensar por si mesmo. Pesquisar é fundamental.

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