BELINAS

Publicado em 17/06/2017 00:06

Belina é um tipo de veículo que fez muito sucesso, nos anos 80, em nossa região. Especialmente os produtores de café tinham naquele veículo o padrão do sucesso. Ela – a Belina – era a confirmação de que o sitiante estava bem de situação. É como uma BMW hoje que deixa de ser ‘meio de transporte’ e passa a ser um ‘produto de beleza’. Coisas do consumismo.
Vou falar de duas ‘belinas’: o veículo acima referido e outra, uma criatura humana que hoje vive junto de Deus. Se a belina era o ‘produto de beleza’ da época. A Dona Belina sempre foi ‘produto de Deus’: humilde, carinhosa, meiga e todos os adjetivos possíveis e imagináveis lhe cabiam: enfim, não se pode economizar palavras para descrever essa criatura, que talvez seja anjo de muitos nessa cidade.
Não é que um dia o ‘produto de beleza’ foi confundido com o ‘produto de Deus’.
Conto a história.
Certo dia, o Eduardinho Boracini, excelente fisioterapeuta, que era – e é – muito amigo da família do ‘Cridinho’ e da Dona Dejanir, chegou apressado com seu veículo Belina, na casa do ‘Cridinho’, estacionando-a de forma irregular e adentrando na casa daquela família, onde também residia a Dona Belina, irmã do dono da casa.
Os policiais, que passavam de viatura, verificando que o veículo estava estacionado na contramão de direção, foram até a porta da residência e chamaram a atenção, indagando:
– “De quem é essa belina” e aí Dona Dejanir assustada responde:
– “Belina é a minha cunhada, já vou chamá-la”. No caminho, Dona Dejanir imagina: “o que será que a Polícia quer com minha cunhada; o que será que aconteceu…”.
E rapidamente chama a cunhada Belina para atender a autoridade. Sai gritando:
– Belina, Belina, Belina.
Belina, a cunhada, sai e afirma peremptoriamente aos Policiais: “Belina sou eu”.
E, em meio a essa confusão, toda a família e amigos, dentre eles o ‘Cridinho’, a Dejanir, o Vaguininho, o Edi, o Senhor José, o Seu João, o Dani, o ‘Vartinho’ e o Eduardinho, saíram do recôndito daquele aconchegante lar para prestarem solidariedade a Belina e saber dos Policiais o que será que Belina tinha aprontado…
Obviamente aquela criatura humana nada fizera de errado ou irregular durante toda a sua existência terrestre, mas o Eduardinho fez: estacionou a belina irregularmente. Uma simples infração de trânsito, sem maiores consequências, que a Polícia perdoou e sequer fez a autuação, apenas determinou a correção no estacionamento do veículo belina. Belina, nossa protagonista angelical, ficou sem entender nada.
Dona Dejanir e Euclides (‘Cridinho’), para minha felicidade e, insondáveis os designos de Deus, hoje são vizinhos de minha mãe e devo gentilezas, pois ‘cuidam’ de minha matriarca, mas corre-se o risco de aconteceram novas confusões…aí vou contar aqui!

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