CHICÃO

Publicado em 26/01/2019 00:01

A Festa do Peão de Barretos entrou para a história, mas em Três Fronteiras temos Francisco Rozalino de Souza, pai do Marquinho e do Edinho, casado com Dona Antônia, e Chicão é uma pessoa pioneira dos ‘rodeios de peões’ regionais.
Foi ele o primeiro presidente de rodeio na cidade de Três Fronteiras.
Trouxe para as nossas festas ‘João Mineiro & Marciano’, ‘Milionário & José Rico’, ‘Tião Carreiro & Pardinho’, dentre outros.
O saudoso e inigualável ‘Zé do Prato’, adorava o Chicão.
Alguns o conheciam como ‘Chicão Boiadeiro’, mas como sempre dizia eu era ‘tangedor de gado’, ‘boiadeiro eram os meus patrões’.
Zé Fiori, de Aparecida do Taboado – MS, Odair Escaldelari, de Colorado –PR, dentre outros, foram os precursores dos rodeios e Chicão era – e continua sendo – o líder de todos.
Com seu sotaque característico, sempre dizia ‘Digo não, a festa é para o povo se divertir’. E eu como secretário das primeiras festas, Chicão determinava ‘vamos fazer os adesivos, fala com o Djalma ou com a Mara urgente’.
Chicão construiu uma forte amizade em Três Fronteiras. Sem inimigos. Apesar de ter uma força muscular impressionante, jamais se envolvia em ‘brigas’. Graças a Deus!
Continua carismático e simples e já é uma ‘lenda’ viva da história dos rodeios dando contínua e despretensiosamente atenção aos amigos de sempre. Quando encontra os amigos sempre tem uma palavra de conforto e incentivo. Pergunta da família, citando nominalmente os componentes.
Não guarda mágoa. Aliás, usa as palavras só para incentivar as pessoas, com carinho, acreditando que todo ser humano merece respeito e, para ele, a principal demonstração de respeito é através de boas palavras. Chicão, que Deus o conserve sempre assim.
‘Digo não, você faz parte de nossa história’, humildemente.

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