CIDINHO CARRASCO

Publicado em 29/05/2021 00:05

Cidinho Carrasco foi, em vida, uma das pessoas mais emblemáticas da cidade de Três Fronteiras, mas recentemente nos deixou. Cidinho não resistiu e partiu.
Os ‘Tópicos da Semana’ fez questão de registrar a sua presidência na Amop – Associação dos Municípios do Oeste Paulista –, da qual Cidinho foi presidente e encaminhou a luta pela construção da Ponte Ferroviária.
Lembro quando fui a São Paulo visitar a Igreja de São Judas Tadeu e Cidinho foi agradecer a verba para a construção da primeira obra na área de lazer da cidade de Três Fronteiras, que ele inaugurou, com o compromisso de instituir ali o maior ‘Parque Ecoturístico’ da região. Cidinho era devoto de São Judas Tadeu. A túnica verde de São Judas representa a vitória da vida sobre a morte. Em Cidinho representava o amor à natureza e ao Palmeiras. A sua visão administrativa era alicerçada no respeito ao meio ambiente (no desenvolvimento sustentável).
Procurando o significado de São Judas Tadeu a gente entende a devoção de Cidinho: São Judas Tadeu é um dos doze apóstolos de Jesus. Assim, ele era primo de Jesus. Diziam que se parecia muito com o Mestre. São Judas era também irmão de São Tiago, chamado “O Menor”, e de São Simão. Ambos, discípulos de Jesus. O nome Judas significa “Deus seja louvado”.
Cidinho, na política, foi precursor da criação do Distrito de Nova Canaã Paulista. Aliás, o nome da nova cidade foi por ele escolhido.
Na gestão de Flavinho, Cidinho foi a Brasília, acompanhado do vereador Bruno Nilsen, e depois de um dia de visitas, cansados, foram dormir. Bruno perguntou a Cidinho se ia escovar os dentes. Cidinho responde: ‘Prá que? Não sujei. Flavinho não pagou nem almoço, nem jantar e nenhum cafezinho’.
Cidinho era assim, divertido. Divertia as pessoas e se divertia com elas. Contava casos e ‘causos’. Dele, tudo tinha graça. Ria dos amigos. Ria de si mesmo. Era nosso cavaleiro especial para ida à cavalgada em São Sebastião do Pontal, do Padre Cicinho, montando na mula zagaia.
E a zagaia deve estar triste, porque nessa cavalgada Cidinho deixava a ‘coitadinha’ – como ele dizia – comer as mangas que estavam no chão, na vicinal Três Fronteiras até o trevo da Euclides da Cunha.
– Vamos, Cidinho, dizia o Serginho Matonovic.
– Não, Serginho, a ‘coitadinha vai ficar com vontade’.
Cidinho era amoroso e tinha muito empatia com os animais e os seres humanos.
Deixou duas netas. A viúva Zirdinha. Os filhos Chiquinho e Guilherme, irmãos e muitos amigos, principalmente os mais humildes, a quem Cidinho dedicava atenção e tempo.
A São Judas Tadeu, em certa oportunidade respondeu-lhe Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos a nossa morada” (Jo 14, 23). Cidinho certamente foi descansar em paz na morada celestial.

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