COMEÇA MAL

Publicado em 17/11/2018 00:11

República significa ‘res’ (coisa) pública.
Vale dizer é de todos.
Vive-se um momento de crise das instituições na nossa ‘coisa pública’.
Um Legislativo que não legisla, nem fiscaliza e quando legisla o faz em proveito próprio.
Um Judiciário que, por atravancamento do sistema, entrega a prestação jurisdicional com atraso – quando agiliza – é para tornar um homem inelegível.
Executivo prepotente e incoerente (e o governo é do PMDB), quem sabe, pelo fato de se achar só no final de governo.
Falar em virtudes é motivo de gozação. Exigir para os outros – virtudes – e desprezar para si é uma contradição.
Hoje a ‘modernidade’ e o ‘pensamento político de Maquiavel’ predominam e dispensam as normas éticas de comportamento.
Um juiz chamado Sérgio Moro pede férias (ainda vinculado ao Poder Judiciário) e se torna político-partidário na composição de um novo governo.
E o faz sob o argumento de que se ‘morrer’ não pode deixar sua ‘família desamparada’, justificando que não pode ‘pedir exoneração’, pena de perecimento da família.
Absurdo e imoral.
Deve-se cobrar de todos a moralidade na conduta pública, enquanto princípio administrativo, inclusive do futuro Ministro da Justiça que deveria pedir exoneração de seu cargo para poder fazer articulação político-partidária.
Caso contrário o princípio da imparcialidade do juiz Sérgio Moro estará aranhada pela conduta do partidarismo do futuro Ministro Sérgio Moro.
Começa mal.

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