Comida no prato e vacina no braço!

Publicado em 5/06/2021 00:06

No último sábado (29) aconteceram manifestações contra o governo federal em quase todas as capitais do país, onde os manifestantes tomaram as ruas pedindo por auxílio emergencial, pela diminuição dos preços de alimentos básicos e por maior celeridade na aplicação de vacinas contra a Covid-19.
Se parássemos para analisar num contexto internacional, inúmeros países já estão retornando à “realidade”, inclusive com eventos lotados. Nos Estados Unidos da América, por exemplo, cidadãos com 18 anos já podem se vacinar. Enquanto isso, no Brasil, as doses são insuficientes até mesmo para os grupos prioritários. Só nessa comparação já é possível observar o quanto estamos atrasados, mas Cloroquina que não tem sua ineficácia comprovada temos de monte.
Na tentativa de identificar possíveis responsabilidades acerca do fracasso que o governo federal vem tendo frente à pandemia do novo coronavírus, o diretor do Instituto Butantã, Dimas Covas, declarou na CPI da Covid que nosso país poderia ter sido o primeiro a vacinar, pois em 8 de dezembro de 2020 (data em que a primeira dose da vacina foi aplicada no mundo) o instituto já tinha no Brasil, em estoque e aguardando a liberação do Governo Federal, cinco milhões de doses do imunizante. A vacinação contra a Covid-19 se iniciou no Brasil em 17 de janeiro deste ano.
Diante das manifestações expressivas por diversas cidades do país, chega a ser inevitável não notar a maneira “debochada” com que o governo federal de Bolsonaro trata a pandemia. Aparentemente, ele não a combate, ele a incentiva. Nesta quarta (1º) foi intimado pelo STF a explicar o porquê continua a aglomerar e, como se não bastasse, nunca usar máscara. Enfim, o indiscutível é que precisamos de comida no prato e vacina no braço! Urgente!

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