‘COMPADRIO’

Publicado em 29/07/2017 00:07

Parente a gente não escolhe. Compadre, sim: é escolhido a dedo, entre os amigos aquele que a gente tem mais afeição. O tratamento de compadre supera até os laços sanguíneos, pois tenho amigo que escolhe o próprio irmão para compadre e chama o irmão de “compadre”, ao invés de chamá-lo pelo nome.
O padrinho de alguém em relação aos seus pais é o compadre, ou seja, os pais de quem foi batizado em relação à pessoa que o batizou ou crismou ou testemunhou o casamento. É, por extensão, pessoa muito querida com quem se mantém uma relação afetiva, de amizade.
Para minha sorte e felicidade sou padrinho do ‘Dermizinho’, filho do Ademir Luiz de Melo, antigo ‘Jack’ de muitas histórias. Assim, eu e o Ademir nos tornamos compadres e essa história se repete hoje. Vou contar algumas histórias.
Certa vez pediu para que eu o levasse num sítio, com meu veículo. Chegando lá, para surpresa minha, adquiriu um porco. ‘Dá prá levá-lo, Gilberto…no seu carro’. Não tive alternativa. Trouxe esse suíno vivo dentro do meu veículo.
Certa oportunidade, fizemos juntos uma ‘expedição para o Rio Taquari’. O saudoso Amauri Whitaker, pai do professor César, também saudoso ia. Ia…… mas não foi. Porque ao subir no carro-furgão sua vara de pescar estava quebrada ao meio, por força de um botijão que colocaram em cima. Quem colocou, não sabemos até hoje. Por isso, o senhor Amauri não foi. Fomos eu, o meu compadre, o Nira, e o saudoso César. A lenda diz que foi meu ‘compadre’ quem fez exatamente o dono da pescaria ficar, colocando o botijão de gás em cima da vara de pescar.
Meu compadre também leva a sério o programa da Rede Globo de Televisão: ‘Pequenas Empresas, Grandes Negócios’. Já testou todo o empreendedorismo indicado pelo programa, desde fabricação de gaiola, criação de pássaros, de porcos, artesanatos…
Não é porque ele é meu compadre, não… Mas de todos os investimentos que ele fez o que mais deu certo foi a formação de uma família maravilhosa, juntamente com a comadre Madalena, gerando o ‘Demirzinho’, meu afilhado, que hoje se casa em Três Fronteiras, com a Ângela, filha da Eber Pessoa e do saudoso Aparecido Cordeiro, e só posso dizer feliz é a pessoa que tem uma compadre e, no caso, sou mais feliz ainda, porque serei padrinho nesse casamento e novamente compadre do ‘compadre Ademir’.

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