DIREITO E PSICOLOGIA SÃO PRIMOS-IRMÃOS

Publicado em 7/08/2021 00:08

O Direito objetiva a aplicação da regra jurídica ao caso concreto.
E essa é tarefa estatal, subsidiária, que, portanto, substituindo a vontade das partes, aplica a lei ao caso concreto.
Todavia, a aplicação na vida concreta dos princípios jurídicos exige sutileza, e essa é uma questão complexa.
Dos interesses opostos, para se extrair a solução, não se pode ser calculista. É preciso de extrema delicadeza, isto é, agudeza de inteligência.
Por isso, advogo que a Psicologia deva fazer parte da formação do ser humano, principalmente nas ciências jurídicas e sociais.
Isto porque quem decide sobre a vida e as coisas alheias não pode afastar-se da Psicologia, pois o jurista é responsável pela socialização humana, ou seja, pela melhoria das relações sociais. Enfim, a cidadania é a viga mestra de qualquer operador do direito.
Estultice, estupidez, palurdice, hebetismo são características que não condizem com o profissional da área jurídica, vez que são antônimos da sutileza e para se atingir essa acuidade é preciso de um sopro de Psicologia.
Por conclusão, quem quer agir sobre os seus semelhantes necessita de sutileza e, portanto, de uma boa psicologia, para poder melhorar aos outros, tratando as partes com respeito e urbanidade, pois o jurista é responsável pela formação do cidadão. Sem cidadão não há cidade (no sentido de Estado) e os servidores do Estado devem estar com os olhos voltados sobre sua vida interior, matéria prima da Psicologia, para poder melhorar ou outros (a ‘sociedade’, a ‘polis’).
Por isso, a estupidez nas ciências jurídicas e sociais deve ser espancada, e essa só é tratada pela Psicologia. Psicologia e Direito são primos-irmãos.

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