GOL CONTRA E FRANGO

Publicado em 28/07/2018 00:07

O gol costuma ser bom e é festivo quando ultrapassa a linha do gol adversário. Frango é saboroso quando adquirido em quermesse.
Certa oportunidade, jogando em Rubineia, meu irmão Geraldo (Gegê) jogando futebol fingiu chutar a bola para frente e recuou a bola. Deraldo não esperava e foi gol, mas da equipe adversária e anotado na súmula em nome do meu mano, que é o maior artilheiro da história de gols contra.
Perdemos a partida.
A discussão na volta, com lágrimas, era para saber se o gol contra preponderava e aí se criticava meu irmão ou se era ‘frango’ do Deraldo e assim ia ela para a cruz.
Tem situações que não merecemos e duas delas são fazer gol contra e, na condição de goleiro, ‘tomar um frango’.
O seu sentido e forças são dirigidos à meta adversária, mas ou por um acaso ou acidente, caso fortuito ou ‘força maior’ e por absoluta contrariedade chuta-se o a bola ou ela resvala com tamanha intensidade que ela se dirige ao nosso gol.
É gol.
Só que o placar modifica-se em favor do adversário.
Tem-se também o ‘frango’. O goleiro vai para a bola com tamanha volúpia e ela passa por entre as mãos e as pernas e atinge a nossa ‘meta’. O goleiro olha e a bola vai rolando, rolando, rolando e a torcida grita: gol. E aqui também o placar modifica para o lado adversário.
Perde-se o sono!
O futebol e o esporte em geral nos ensinam a disputar e a perder. E também a ganhar. Porque é difícil ‘perder’, mas quando se ganha tem que respeitar o adversário e não é todo mundo que sabe ganhar. Quem ganha tem que ter o entendimento de que a vitória é circunstancial, que gols contra acontecem que frango não é só o de quermesse e que nosso adversário não é nosso inimigo.

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