JOÃO ‘FLORESTAL’ E A DISCIPLINA

Publicado em 8/12/2018 00:12

Hoje se denomina ‘polícia ambiental’, ao que na minha infância era chamada de ‘polícia florestal’.
E a dedicação do senhor João era tanta que em seu nome levava a sua profissão.
João Florestal é pai do meu amigo Rubinho e da Sueleni e que, em Três Fronteiras, ensinava muitos jovens a tocarem um instrumento para, no dia do desfile de aniversário da cidade, se apresentar na ‘fanfarra do seo João’.
Eu fui um deles, assim como muito jovens nos anos de 1970 daquela urbe.
E com ele aprendi a disciplina e o respeito.
Hoje observo que muitas pessoas encarregadas de fazer cumprir as normas disciplinares são mesquinhas e parcas de inteligência.
‘Senhor João’ demonstrava a razoabilidade da disciplina e não exigia a sua observação à força.
Ele revelava que a sua ordem era para sairmos da ótica dos interesses individuais, para a visão geral do ‘bem de todos’.
Afastava-nos do egocentrismo, demonstrando que o altruísmo é uma virtude superior, ou seja, ressaltava o entrosamento entre o individual e o coletivo, pois uma ‘fanfarra só funciona se cada um fizer a sua parte’, dizia ele.
A disciplina deve ser flexível para atingir a responsabilidade.
Os jovens daquela época, em Três Fronteiras, tiveram contato com a disciplina pelas mãos e orientação do seo João Florestal, e assim, modestamente, faço essa homenagem a quem contribuiu com a formação dos jovens daquela cidade.
Aprendendo disciplina, com respeito, compreendendo as normas, o homem se engrandece e cria as condições necessárias ao desenvolvimento das potencialidades do ser humano.

Última Edição