JOSÉ LÚCIO

Publicado em 3/02/2018 00:02

Anselmo fez considerações encomiásticas a minha vida de jovem estudante e jogador, aludindo-se a equipe infanto-juvenil comandada pelo Leite Grosso, em sua matéria.
Tudo foi produto do generoso coração de Anselmo.
Todavia, me dá a oportunidade de falar do Leite Grosso, cujo nome se bem me recordo é José Lúcio.
Equivalia ele, sozinho, à época, a uma ‘Secretária Municipal de Esportes’.
E sem recursos.
Era dirigente, técnico, massagista, treinador do goleiro ao ponta esquerda.
Tinha – e tem – um sorriso em seus lábios de dar inveja.
Sobrava-lhe tempo para vender seus salgados e ia de lar em lar e em todos locais de trabalho oferecendo coxinha e bolinha de carne para quem queria saciar a sua fome.
Acho que veio de Rubineia – terra do craque Luizão e do Prefeito Cidão – para Santa Fé do Sul.
Fez época.
Fez história.
Despretensiosamente.
Eu, com dez anos, vindo de Três Fronteiras, de mudança para Santa Fé do Sul, ali no Estádio Municipal, fazendo ‘teste’ na equipe do Leite Grosso conheci inúmeros craques que ele ensinou jogar futebol: O Claudinho (Tripa),o Lúcio (do Frigorífico), o Fernandinho, O Bal, O Reginaldo, o Gil (irmão do Ratão), o Célio (também irmão do Ratão), os irmãos Cláudio e Clóvis, o Lourenço (Memé), O Oncinha (Raul), O Curvina, o saudoso Aelson, o Zezé (da Sapateira), o Mário Bezerra, o Gilson, dentre outros.
Ver esses ‘moleques’ em campo (no Estádio), num domingo, para o Leite Grosso, era uma alegria.
E alegre ele era, porque só é feliz quem é bondoso e o Leite tinha essa característica gratuitamente.
Hoje mora em São José do Rio Preto e tem vindo pouco para nossa cidade.
Essa é minha homenagem ao sempre lembrado e feliz ‘Leite Grosso’.

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