MACAUBINHA

Publicado em 24/11/2018 00:11

Conversando com meu amigo Ezequiel Brito, de Três Fronteiras, pai do Euvécio, do Marquinhos e da Sandra, perguntei qual, na opinião dele, teria sido o melhor jogador que defendeu a equipe de Três Fronteiras.
Ezequiel, juntamente com Cláudio Fogaça, é um dos pioneiros da tríplice fronteira, tendo para cá chegado em 1947 e de uma memória fulgurante. Viveu todos os momentos sociais, políticos e, principalmente, esportivos ocorridos daquela urbe.
Sobre e pergunta feita, bom… Esperei que ele respondesse Niquinha, Nori, Braz, Chesma, Lucas, Pedro Crespilho, Zezinho Araujo ou o goleiro Marretinha ou ainda o nome dos próprios filhos….dentre outros, mas respondeu Macaubinha.
– Ezequiel, você não está engado?
E não estava.
Macaubinha é anterior a minha existência e defendeu Três Fronteiras e, segundo Ezequiel, quando o jogo terminava o povo carregava ‘nas costas’ o jogador levando-o do campo de futebol, onde hoje é a sede da Prefeitura, até o ‘lado de lá’ como um herói, pois a cidade é seccionada pela linha férrea e, por isso, a travessia.
E isso era todo o jogo.
Segundo Ezequiel, sabia driblar como jamais viu. Era habilidoso, meia-direita das antigas.
Disse que tem notícias que Macaubinha está vivo e deve ter cerca de 90 anos.
Faz parte da história esportiva de Três Fronteiras.
Fez a alegria, aos domingos, das tardes trifronteirana, no começo daquela cidade.
O artilheiro tem o apelido de uma palmeira nativa brasileira de cuja amêndoa se extrai óleo, que inclusive serve para a produção de biodiesel.
Preservando a memória do futebol de Três Fronteiras, lembrando-se do seu principal jogador, que tem justamente o nome de uma palmeira que, além de embelezar a flora brasileira, deu nome ao artilheiro e melhor jogador do município, segundo Ezequiel.

Última Edição