MOTOR

Publicado em 1/12/2018 00:12

Talvez tenha esse apelido porque corria e parecia que tinha um motor a auxiliá-lo.
Deve ter muitos títulos, mas só o conheci levantando um único caneco pela ‘Estrada Seis’.
Pessoa simples, humilde, lutou a vida pelos filhos.
Raimundinho é da ‘Lagoa do Jacaré’, Minas Gerais. Defendeu muito a equipe do São Francisco, junto com o saudoso ‘Padre’, Sebastião Correa, pai do Rodrigo Jão.
Em Urânia e Três Fronteiras fez muitos amigos.
O Raimundo é religioso e toda Festa de São Sebastião reza hoje mais agradecendo do que pedindo.
Começo assim essa crônica, homenageando o pai, para homenagear o tetracampeão brasileiro ‘William Bigode’, destaque do Palmeiras, conhecido como Bigode de Ferro, jogador que mais atuou pelo clube no ano, com 65 partidas, sendo o segundo artilheiro geral do clube, com 16 gols no ano e 10 assistências.
Conheci todos os primos, tios e avós do craque.
Quando conversava com o avô Candinho, primo Zezinho e do saudoso Mano, observava que aquela família iria dar um jogador ao Brasil. E deu um campeoníssimo.
Eles têm a competitividade saudável na veia.
O pai eterno campeão da Estrada Seis fica muito feliz com o filho tetracampeão, mas o único problema que o Motor acha que o Bigode de ferro, puxou pra ele…No futebol não, o motor vai achar que é melhor que o Bigode de Ferro.
Motor, conhecido Motorzinho, ‘incentiva’ o craque quando ele faz gol, dizendo ‘esse até a tua mãe fazia…’, como que exigindo dedicação e perfeição do filho-atleta.
Agora, com certeza, na contusão do filho, vai estar, com muita afeição, ao seu lado incentivando-o na recuperação.
Os amigos palmeirenses devem estar estranhando essa homenagem de um corinthiano, mas é que meu filho é verdão e nada como o pai ver um filho feliz.

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