‘NOVO CAMINHAR’

Publicado em 23/02/2019 00:02

Nas relações humanas o que menos interessa é julgar. Julgamento, aliás, deveria ser ato privativo de juiz, que o faz por fundamento constitucional.
Nós outros que não entregamos a prestação jurisdicional, normalmente, o fazemos por moralismo e, geralmente, falso.
O importante é ver as coisas. E ver significa só isso.
Pensar, lançando sobre as coisas um ‘olhar novo’, expondo as próprias reflexões.
Daí se deve orientar para agir. Agir com prudência.
Normalmente se diz ‘ver, julgar e agir’. Exclui-se o julgar, porque o componente do preconceito, do ‘prejulgar’, do pressuposto estará sempre presente.
Deixe o pensamento vaguear pelo mundo, admirando a beleza do ser, o abismo dos problemas, o fruir das coisas, sem se aprisionar em (pre) conceitos.
Porque ainda que estejamos certos nossa visão terá sempre o componente humano do erro.
Reconhecer a falibilidade humana (errare humanun est) é pressuposto necessário para acertar na ação.
O mundo precisa de gente consciente que quer transformação.
Porém a maioria (desse mundo) rejeita as pessoas que objetivam mudanças. A maioria é indolente e inerte. Por isso, a maioria da população é contra a transformação. A mudança efetiva e verdadeira exige perda de ‘poder’, de ‘status’ e de privilégios.
O interessante é que ‘gente consciente’ é quem luta em favor da maioria oprimida e essa mesma massa não percebe o ‘jogo do poder’ que, na verdade, em nome da ‘mudança’, age para manter o privilégio, o ‘status’ e o poder (jurídico, político e econômico).
Mudança exige um ‘novo caminhar’, com os próprios pés e um ‘novo pensar’, agora, com a própria cabeça. Repetir (pre) concepções alheias reduz o ser humano a ‘papagaio’ ou a ‘objeto’.
A massa, geralmente, por isso, é ‘massa de manobra’, infelizmente.

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