O CENTROVANTE CENTRAL!

Publicado em 20/04/2019 00:04

A melhor posição para quem joga futebol é a de centroavante. Você faz gol. A torcida vibra. É um êxtase. Central tem vida sofrida. Correr atrás do artilheiro para impedir que ele faça o tão desejado gol.
Bim, amigo do Cidinho, cunhado da Andreci e irmão do Joel, nasceu para fazer gol. Era o centroavante que prometia. O Valtinho Pestana, que era melhor, mudou-se menino de Três Fronteiras e assim nossa cidade perdeu um craque. A nossa esperança era o Bim.
Inscrito no campeonato amador daquela época, o jogo foi entre Santa Clara e Três Fronteiras.
Bom! Brandão era o centroavante da boa equipe do Santa Clara. Artilheiro, cabeceador, driblador, oportunista.
Bim era a nossa esperança de gol.
Não é que o Tiziu, nosso tradicional zagueiro, se machucou e Bim saiu de centroavante para central. De artilheiro para ‘tentar parar’ outro artilheiro.
Bim foi dizendo que queria tirá-lo do jogo, quebrando-lhe as pernas.
Adverti que não. Assim, não. Desse jeito você não vai para o jogo. ‘Você deve se inspirar no Zezinho Araújo’.
Bim aceitou a admoestação e foi para o jogo. Jogou de maneira limpa.
Estádio lotado. Torcidas entusiasmadas.
Naquele dia Brandão não fez gol. Bim o marcou, lembrando o zagueiro palmeirense Luis Pereira. Bim, o nosso homenageado de hoje, não foi um ‘Chevrolet’, mas um ‘Ford’ suficiente para barrar as pretensões de Brandão.
Rubens Gonçalves é o centroavante que foi, por um jogo, central da equipe trifronteirana e que não foi um fenômeno de artilheiro, mas que defendia – e defende – as cores da cidade e que o maior gol a ser marcado por todos nós é o gol da ‘independência’, dando um ‘chocolate’ no adversário.
Nosso adversário é a adversidade do dia-a-dia, que devemos enfrentá-la com a altivez dos guerreiros, com a visão clarividente dos esperançosos e cuidar para não se esquecer da saúde e se empolgar com a ‘cegueira’ da paixão ou da ignorância.
O jogo ficou zero a zero, mas foi um jogão. Naquele ano, ao final, o Santa Clara sagrou-se campeão amador e o Três Fronteiras foi vice-campeão. Anularam gols de nossa equipe, no primeiro jogo. O segundo jogo foi marcado seis meses depois, completa confusão.
Bim naquele jogo classificatório foi um empate, mas agora o gol é para a vida. Devemos chutar com os pés a bola do jogo e com a consciência vencer o jogo da vida, para a vida.
Acho que Três Fronteiras, naquele campeonato, foi ‘campeão moral’. Viva o esporte e a vida!

Última Edição