O JARDINEIRO JOSÉ

Publicado em 15/09/2018 00:09

A Itália perdeu!
O Brasil ganhou, especialmente Três Fronteiras.
Se os ‘Cremonezes’ não tivessem vindos ao Brasil, José teria sido um violinista ou um confeiteiro de ‘torrone’.
Preferiram o Brasil.
E aqui José Cremonez se tornou um excelente jardineiro.
Semeou, cultivou e produziu flores que enfeitam o universo e perfumam nossa família.
A primeira flor Tata, que também foi a mãe das demais flores que viriam.
E Tata foi ‘egoísta’, roubando o verde da íris dos olhos de seu jardineiro, mas esses esverdeados olhos foram luzes e calor para fertilizar e ‘produzir’ fotossíntese para dar esperança a essa família.
Titi, a segunda flor, vivendo em Campinas – e não por acaso – próxima à cidade de Holambra fez de sua morada para a família Cremonez um canteiro onde se perfuma carinho.
Maria Helena é a flor nesse canteiro que o seu pólen é matéria prima para as irmãs sorverem o doce mel de viver em paz.
Amélia é uma semente de lágrimas orvalhadas, sempre presente germinando emoções envolventes nesse Jardim.
Nenê, ela adorna a família enfeitando todos os cantos com seu encanto de flor-menina.
Nádia é a mais tenra pétala, de cor vibrante, intensa e radiante, abrigo feliz de passarinho e borboletas atraídos pela pureza d’alma.
Lourdes regou esse Jardim para mantê-lo florido por tanto tempo tornando mais leve o trabalho do jardineiro José.
Abgail, minha saudosa tia e madrinha. Ah! Se nós tivéssemos o dom de rasgar a cobertura da estufa veríamos no céu ela toda sorridente como um buquê enfeitando as mãos de Deus.
Como afilhado desse jardineiro, queria ter as mãos de tesoura para desenhar palavras e afetos em sua homenagem, mas nos seus 90 anos de idade só me cabe homenageá-lo falando de seu jardim e contemplar suas raras e caras flores.
Parabéns, Tio ‘Zé Cremonez’!

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