O PLEITO

Publicado em 21/03/2020 00:03

A palavra tem vários significados, mas o eleitoral é o que ferve e nesse ano nos municípios teremos disputas. No Brasil tivemos memoráveis disputas e no Estado de São Paulo também.
A primeira que lembro foi municipal entre a turma do pó de serra e a do manda brasa.
A turma do pó de serra era representada pelo pranteado Nino Marconicini e o pessoal do manda brasa era a turma do MDB, cuja candidatura foi do elegante e gentil Olavo Ferreira Ribeiro, filho do fundador daquela cidade.
Na oportunidade venceu o pó de serra, da família Marconicine, que hoje tem o Rodeberto ainda atuando e a família era proprietária de uma empresa de cortar madeiras, daí o apelido ‘pó de serra’.
Foi em Três Fronteiras nos anos 70.
Assisti, na minha infância, o primeiro pleito eleitoral, pó de serra x manda brasa.
Na história do Brasil Getúlio Vargas foi o ‘velhinho’ que inclusive fez a música da campanha, talvez o primeiro jingle, que dizia: ‘o sorriso do velho faz a gente trabalhar’.
Na Estância Turística tivemos também nosso velhinho que foi eleito e está aí vivo e forte e de nada adiantou, à época, o preconceito e a desqualificação pela idade avançada. E velhinho foi o mote da campanha eleitoral do ‘Seu Armando’, que se sagrou merecidamente vencedor.
Em São Paulo, no Estado, o palhaço Tiririca estouro nas urnas. Nossa Estância Ricardinho foi o vencedor em 1982, deixando para trás Dr. Adaulto, já falecido, e Pitarinho, além de derrotar também os candidatos da ditatura militar, de triste memória.
Ricardinho é conhecido popularmente como Tiririca, como lembrança da plantação que tem o poder de se alastrar e não há quem com ela acabe, nem precisa de adubação. Ricardinho foi um fenômeno eleitoral e ele anda por aí, a pé e de motocicleta, tal qual a espécie da flora, não tempo e lugar ruim.
Jânio Quadros foi Presidente da República eleito e teve como lema “varre, varre, vassourinha”, significando a limpeza política e o fim da corrupção. Não varreu, renunciou.
Fernando Collor que gesticulava “banana” ganhou de Lula acusando o operário de “comunista” e, na Presidência da República, confiscou, há 30 anos, o dinheiro do povo brasileiro, numa ação “comunista”. Ironia. Sofreu impeachment.
Lula Lá era a música cantada quando o operário do ABC chegou ao cargo máximo da Nação e distribuiu renda, Programa Mais Médicos Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos, transposição do Rio São Francisco, dentro outras ações administrativas.
Todos à seu tempo fizeram a disputa política.
Agora, o atual mito, após a vitória, distribui apertos de mãos em uma época de pandemia do coronavírus.
Os personagens políticos descritos acima são homens com cara de verdade e o mito, por exceção, tem ação de loucura.
Por isso, lave as mãos e que venham os próximos pleitos municipais, estaduais e nacionais.

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