O VOTO É UM ATO SOCIAL

Publicado em 18/08/2018 00:08

A pessoa que tem na unicidade seu sustentáculo tende a ser uma pessoa infeliz.
Feliz é aquele que tem grande número de opções pela vida inteira e você pode confirmar isso vendo as crianças que se encantam com tudo.
O homem, à medida que passa, chega a um ponto de concentrar sua vida ou no dinheiro ou no trabalho. Todos dignos, mas tanto um quanto outro rouba das pessoas outras questões, como o amor, os prazeres da amizade, do riso, da alegria de viver.
É preciso mudar, sair da rotina. O que para outro era rotina, para você pode não ser, e o que para você é rotina, para outro pode representar algo novo. É preciso ampliar o leque.
Tudo, mas tudo mesmo, deve ter como opção a sociedade.
O homem vive em sociedade. É chamado a cada dia a construir uma cidade, um Estado, um País, muito mais do que antigamente.
Assim, o agir do homem só tem sentido quando atende a nova responsabilidade, a da cidadania plena, agindo no sentido do desenvolvimento social.
O homem não pode viver só, daí decorre que deve agir para todos.
No momento de votar deve pensar menos em si e mais – muito mais – na coletividade, na sociedade.
O seu pensar, ao escolher o candidato, deve ser ‘coletivo’, pois as questões complexas envolvem toda a sociedade e torna-se pequeno gravitar a política em torno do próprio interesse, do próprio umbigo, buscando uma ‘solução individual’, pois isso não é possível.
Individualmente é certo que o homem deve procurar mais opções de vida, para sair da rotina, do marasmo. Na política – sob o ponto de vista público – deve flertar com a sociedade, para escolher seu candidato.
O voto colocado na urna é produto da cidadania e não descarga de sentimentos vis oriundos de ‘interesses pessoais’. A pessoa e a comunidade se completam e a ‘vida pessoal’ só tem sentido quando vivida para a sociedade.
Por isso, a vida e o voto é um ato social e não pessoal.

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