OS DEBATES POLÍTICOS

Publicado em 11/08/2018 00:08

O início da discussão da tolerância foi entre as ideias religiosas, mas hoje esse tema ganhou maior amplitude, estendendo as ideias políticas e morais.
Marcílio de Pádua, já em 1324, foi o primeiro a defender que a Bíblia convida a ensinar, demonstrar e convencer e não a obrigar, pois não se tem mérito na fé imposta pela coação, dizia.
Diversos são os documentos a tratarem de temas ligados à tolerância religiosa.
Depois se lembrou de que o erro é humano e assim reconhecer certo perdão em relação à fraqueza humana. O intolerante crê só na sua ‘verdade’.
Com as eleições próximas é preciso saber que a tolerância deve ser um fator principal para a política, pois para a ‘política do diálogo’ não existem ideias inteiramente falsas.
A opinião divergente tem que ser respeitada no que ela tem de válida. Tenho visto que as redes sociais é um faroeste, o que é lamentável.
Aquele que, em política, supõe falar a sua ‘verdade’, que se fecha no dogmatismo, é porque não respeita o outro e não tolera pensamentos diferentes.
Daí porque a diversidade é sadia, pois o confronto das ideias será sempre legítimo e fecundo.
Assim, todas as ideias, enquanto discussões políticas, são bem-vindas, mas o que falta nessas eleições são exatamente ‘ideias’.
Sobram ‘força’ e ‘violência verbal’. Da violência com tiros não vou nem falar.
Faltam tolerância e respeito. O resultado dessa equação negativa não será bom. Por isso está faltando otimismo e entusiasmo.
Vamos ouvir todos os candidatos, os debates estão chegando e esperemos que eles (candidatos), ao menos, exerçam em relação uns aos outros, respeito e tolerância, bases que se sustenta a democracia civilizada.
Se os candidatos descambarem para a agressão, ainda que verbal, ao nível pessoal, familiar ou mesmo moral, extrapolando o tema da ideia, significa que os debates estarão de baixo nível.
Os debates deverão ser de ideias e programas, com respeito e tolerância. É o que esperamos e que venha o próximo presidente.

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