OS NOVOS ‘BEZERROS DOURADOS’

Publicado em 25/08/2018 00:08

Sem querer ser utilitarista, o bem é algo destinado a um objetivo que se pretende.
Para Deus pode e se deve ‘fazer o bem sem olhar a quem’.
Na política dos mortais o bem faz sentido quando objetiva algo ou se pretende melhorar algo, não se dá para falar, em política, do bem cujo destino se ignora.
Ao contrário da afirmação geral, vou dizer que ‘todo político quer o bem’. Quer fazer reforma política ou, por exemplo, reforma tributária, mas para quem… Uma reforma tributária pode ‘aumentar a renda do Estado’, pode dar ‘facilidades para os banqueiros’, pode tirar mais dos assalariados e da classe média.
Deve-se, pois, o cidadão investigar, pois qual o destino do ‘bem que se quer fazer’, ou seja, ‘para quem’, com que finalidade, qual o objetivo, qual a pretensão.
É que na política republicana não se trata de bondade ou maldade ou de ‘legal’ ou ‘chato’. Trata-se de saber qual a postura daquele político na hora de decidir. Por exemplo, se quer ensino público e gratuito ou ensino privado. Se quer programa habitacional ou se quer ‘soltar rojões’. Quer-se festa ou se quer ‘farra’.
Estão aparecendo nas ‘eleições’ e nas ‘redes sociais’, nas campanhas e nos debates muitos patriotas, por exemplo.
Esse sentimento de ‘patriotismo’, por exemplo, não é bom, nem ruim!
É que não podemos esquecer que em nome do ‘patriotismo’ são praticados as maiores virtudes e os maiores crimes.
Quando se passa a acreditar que a pátria é maior do que a gente ela passa a ser uma ‘santa’, ultrapassando as pessoas e em nome da pátria se podem praticar as maiores atrocidades.
Assim, em nome da pátria, alegando-se o bem da pátria, o que se pretende de fato é tão só o poder, o bem-estar pessoal e a satisfação dos dominantes.
É quando o candidato ou governante passa a participar dos preconceitos e das paixões momentâneas de alguns ‘grupos’, em nome da pátria.
Política pública só é digna desse nome quando praticada para construir programas que objetivem desenvolver a cidade e o cidadão. Em nome de muitas situações se pratica maldades. Os oportunistas se aproveitam de quaisquer circunstâncias momentâneas desde que lhes traga popularidade. Aí então em nome de Deus, em nome da pátria, em nome da família vão destruir exatamente a fé, a política e convivência coletiva.
Cuidado!
Têm muitos candidatos falando de Deus, pátria e família, mas, na verdade, querendo construir ‘novos bezerros’ dourados e reluzentes que poderão ofuscar a sua visão.

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