OS ‘ZÉS’ DE TRÊS FRONTEIRAS E A ‘SOCIEDADE’ (ou prá não dizer que só falo do ‘Juvenil’)

Publicado em 26/08/2017 00:08

Sempre tive acendrado amor pelo nome José. Acredito que seja porque foi pai terrestre de Cristo, um carpinteiro humilde ou talvez por influência de minha mãe, já que ela tem ‘idolatria’ – pura e sem pecado – pela Igreja São José. Independentemente do motivo o importante é que em nossa cidade viveram muitos ‘Josés’, protagonistas de Três Fronteiras.
O Zé Márcio, meu diretor de escola, na ‘José Joaquim’ (outro Zé, pranteado) marcou minha vida quando solicitou colaboração para a quermesse. Doei, logicamente, em nome de minha mãe e de meu pai, ‘latas de ervilha e milho verde’ e ele me elogiou pela atitude. Aquele gesto simples me fez feliz. Por isso, inspirado naquele ato, nunca deixei de elogiar uma criança. Outro fato que eu observava nele era a sua afeição pela culinária, além de ser pai de um dos meus melhores amigos, o Mik. Hoje é, merecidamente, nome de Biblioteca em nossa cidade.
O seu Zé Galon, não me sai da memória. Quando criança eu adorava ir à máquina de arroz para brincar de ‘cambalhota’. A sua educação e humildade me fizeram crer que devemos valorizar essas virtudes. Depois de adulto até tomei umas ‘pinguinhas’ com ele, mas o seu Zé Galon, em todas as situações, não perdia a elegância e a paz interior que reinava em seu coração. Por isso, eu o admirava.
O Zé Araújo. Sempre trabalhador. Funcionário público que atingiu a aposentadoria. Dedicava-se, na minha infância, num tratorzinho da Prefeitura, a recolher os materiais inservíveis produzidos pelos habitantes de Três Fronteiras. Era um reciclador. De estatura baixa. Jogava de zagueiro central, marcando Totó e Icão, (esse pai do goleiro profissional Doni) de Nova Canaã. Para falar a verdade, nunca mais vi um zagueiro central na minha vida jogar futebol como ou igual ao José Araújo, filho do seu Odilon. Na zaga ele foi imbatível e invejado.
Falando dessa tríade de Zé de nossa tríplice fronteira, mudo, por hora, de assunto, e ao final concluir com outro inesquecível José.
É que o Zé Araújo me fez lembrar do antigo time da ‘Sociedade’ e aí busco na memória os protagonistas do mundo esportivo da ‘terra do poente azul’.
Quando criança, antes de formar e integrar o ‘Juvenil Três Fronteiras’, cresci vendo esse time que o Zezinho Araújo participava.
O goleiro era o Pedro ‘Julião’, jogava de preto, brincava com todo mundo, lembrava o Valdir Peres. O lateral direito era o Miltinho, irmão do vereador Nica, do Carlinho e do Nenzão. O Rossigali também jogou. O zagueiro era o nosso Zezinho Araújo, que me fez lembrar desse timão. O quarto zagueiro era o Serginho Marconcini, mais clássico, habilidoso. Na lateral esquerda jogava o Zafalon, hoje contabilista e pai da minha colega advogada Taisi. O médio volante foi o Pedro Crespilho, pai do Marquinho e excelente jogador (o Pedro). Tinha na meia-direita o saudoso Braz Luciano de Oliveira. Sabia driblar e lançar como ninguém, era um inteligente jogador. Na ponta direita atuava o Oleiro. O centro-avante era o ‘Chesma’, cunhado do ‘Chesminha’. Na meia-esquerda o craque era o Paulinho Binheli e na ponta-esquerda jogava o Nivaldo Marin. Vi ainda o saudoso ‘Deca Sapateiro’ (José Cordova), o Anézio Flelizberto, o Frederico, O Rubens Belão, pai do Bim, integrando essa equipe, dentre outros que representavam a sociedade de Três Fronteiras e, por isso, o time era denominado ‘Sociedade Esportiva Três Fronteiras’.
Conta a história que o ‘Bira’ e o Gilberto (do bar do Tênis), filho do político Orestinho, ambos de Santa Fé do Sul, defenderam as cores dessa agremiação. Certa vez Gilberto (do bar), porque o caminhão da equipe encravou e o Frederico não descia para ajudar a empurrar o veículo, jogou barro no Frederico e ele não apanhou…porque escondeu. Outros, o Nirdo Boracini brigou com Frederico, por confusão. Frederico era uma lenda no boxe regional.
Para homenagear nossos antigos esportistas e os ‘Josés’ e lembrando a família que comandava essa equipe encerro citando o nome de Zé Marconcini, em homenagem ao Gilberto, meu xará. A ‘Sociedade Esportiva Três Fronteiras’ e o ‘Juvenil Três Fronteiras’ se fundiram e nasceu o Três Fronteiras Esporte Clube, time que foi campeão amador e de muitas glórias para a cidade nos anos 80 e 90 e hoje o esporte amador aniquilou, talvez por faltarem ‘Josés’.

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