PODER LOCAL

Publicado em 3/07/2021 00:07

Atualmente a desigualdade na pandemia foi aprofundada.
De saída ressaltamos que o processo se deslocou no sistema capitalista, pois se Marx reclamava da ‘mais valia’ hoje o sistema financeiro não gera outros investimentos, muito menos empregos e assim a paralisia é geral; o capitalismo se deslocou da área industrial para a área financeira, agravado atualmente pela desagregação política que em nada contribui para o desenvolvimento econômico.
A atual situação do capitalismo faz drenagem de riquezas aos mais ricos (a esse capitalismo podemos denomina-lo ‘neo feudalismo’), através de um ‘novo sistema’ (a era do ‘capital improdutivo’).
Constatada assim a desagregação política nacional e também mundial, não há como não invocar urgentemente a necessidade de ‘mudanças nas regras do jogo’ ou ‘uma nova visão do mundo’.
Na pandemia houve no mundo um mosaico de diversas formas de atuação Estado: na Inglaterra bancou o Estado a folha de pagamentos; nos EEUU foi concedida Bolsa aos americanos e no Brasil a atuação do governo brasileiro foi pífia, para não dizer sórdida.
A economia decorre, pois de um jogo, de um pacto, é essencialmente política e não de decorre de um mecanismo físico.
Os editorais do Financial Times hoje falam de Renda Básica da cidadania e Imposto sobre Fortunas, o que revela a mudança de paradigma. Nesse compasso a ignorância e o retrocesso devem ser abolidos.
A economia parece funcionar melhor onde ela é descentralizada, permitindo que os municípios (poder local) se desenvolvam, liberando o governo central para fazer políticas públicas de caráter geral ou nacional.
Na Alemanha, por exemplo, chega-se a colocar dinheiro em caixas de popanças locais e o dinheiro é repassado para as cidades (40 por cento) e no Brasil (15 por cento) o que representa pouco valor.
Para mim se os municípios não funcionarem o Brasil não funciona.
No Brasil atualmente a questão da economia é drástica, pois temos 212 milhões de brasileiros, com 148 milhões em condições de trabalho (16 a 64 anos) e temos só 33 milhões de empregos provados formais.
No mundo hoje se discute a possibilidade de um imposto de 15 por cento para as grandes empresas, independente da localidade. Esse assunto recentemente é tratado no G7, o que revela notícias alvissareiras.
Um Imposto Global é necessário, pois as empresas escapam e mudam de sede fiscal (geralmente paraísos fiscais), causando grande prejuízo a humanidade.
Na história da humanidade houve um constante processo de apropriação. No feudalismo os senhores apropriavam-se dos servos. No capitalismo industrial apropriavam-se da ‘mais valia’. Hoje o ‘novo capitalismo financeiro’ continua com o mesmo processo de apropriação, sem desenvolver e sem investir, paralisando a economia.
Por isso é urgente um novo modelo econômico e o poder local poderá ser um caminho.

Última Edição