‘RODÃO’

Publicado em 23/03/2019 00:03

A primeira vez que me encantei com um local onde as pessoas se reúnem, trocam ideias, saboreiam um petisco e uma cerveja foi quando conheci a ‘Lanchonete Rodão’ aqui em Santa Fé do Sul.
Sem desprezo às lanchonetes de hoje e sem saudosismo, igual ao Rodão nunca mais vi.
Nem mesmo os famosos bares-lanchonetes da Vila Madalena na capital bandeirante têm o charme do nosso Rodão.
Penso que o idealizador tenha sido o professor Valdir e que seu garçom tenha sido o Florindo.
Àquela época a juventude fervia naquele local. Lembro-me que passava em frente e não podia entrar – tinha só 12 anos – era criança, mas os adolescentes já reinavam, principalmente ‘trocando ideias’ e hoje se troca ideias virtualmente.
No ‘Rodão’ era ‘olho no olho’, nada de celular e muita ‘conversa jogada fora’.
Conversava-se tanto que parecia um vespeiro de abelhas e alguns dos personagens realmente voavam polinizando a cabeça e o coração de seu interlocutor.
Cantava-se muito e quem sabia tocava violão ou banjo.
Mário Alcides, Mara Amaral, Maria Elisa (saudosa Lila), Mário Augusto (nosso querido Tim que já se foi também), Toninho Barbosa, Gilson, Marinho, Odécio e Odair Rossafa, Jeter e Carlão Gomes, Pazim, Neto Guimaraes, Cleber Caetano, o saudoso Bubi, Ademir ‘Portuga’, Miriam Tobal, Maércio Tobal, o saudoso Paulinho (‘Loucura’), Valter e Vaguinho Lopes, Beto Alcalá, o saudoso Cisquinho e sua irmã Giseli, Silvana Fraga, Geórgia Andrade Dias, Regina Célia Gomes e tantos personagens que desfilavam na passarela daquele estabelecimento.
O nome era Rodão e talvez não tenha sido essa denominação proposital, mas a lanchonete marcou o círculo de uma época em que o centro era o diálogo, contrário ao radicalismo de hoje.

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