VERDADE E MENTIRA (ABAIXO A IGNORÂNCIA)

Publicado em 20/10/2018 00:10

Hoje muitas pessoas bradam e a moda é dizer que ‘sou contra o socialismo’.
Depois, perguntada sobre o que é socialismo, não sabe explicar.
Nas atuais eleições, no segundo turno, não tem nenhum candidato socialista.
Nem Márcio França, nem Haddad, nem Bolsonaro.
Para uma proposta concretamente ser considerada socialista é preciso que pretenda controlar os meios de produção; vale dizer, o Estado precisa comandar a economia, como infraestrutura, e controlar os ‘meios de produção’ significando que o Estado passa a ser o proprietário dos meios de produção, inexistindo empresas privadas.
Esse é o princípio e basta ler em qualquer manual de política ou economia.
O Governo Lula nunca foi socialista, porque nunca foi proprietário dos meios de produção, ou seja, continuaram as empresas privadas, no comércio, na indústria e nos serviços.
Não pode um candidato, tal qual Dória ou Bolsonaro ou qualquer outro, nascer e crescer politicamente ‘combatendo’ o ‘socialismo’, de um socialismo que sequer existe no cenário político brasileiro. É muita canalhice e ignorância, perdoem-me.
É como virar um herói nacional combatendo a ‘mula sem cabeça’ ou o ‘saci pererê’. Lutar contra ‘fantasma’ é um delírio. Bater no peito e dizer que ‘sou contra o socialismo’ e não saber nem o que significa a palavra é um absurdo.
Votar é um direito consagrado pela Constituição e cada um deve votar segundo suas convicções, mas mentir e iludir as pessoas querendo ser um ‘salvador do socialismo’ é muita enganação.
O homem deve cultivar o compromisso com a verdade. A verdade afasta o mal da vida humana. Ela deve ser procurada sempre, mas bitolar uma eleição nacional ou estadual no suposto e falso heroísmo de ‘combate ao socialismo’ é muito pouco. É quase nada. É amesquinhar o debate político.
Quem se fortalece durante a campanha na ‘mentira’ representa claramente que a verdade está em segundo plano, porque o bem e a verdade são e devem ser as únicas preocupações da pessoa engajada com o ser humano.
Quanto mais um político procura o seu ‘interesse pessoal’ e ‘vencer a todo custo’, ‘combatendo fantasmas contra as inexistentes propostas socialistas’, mais ele acaba com a ordem, isto é, com a unidade das coisas, pois quando o candidato só pensa em si e na sua ‘vitória com mentiras’, ele se torna violento, pois a estabilidade da sociedade não é questão de imposição, mas de criação coletiva da sociedade.
A adequação do intelecto com a compreensão do assunto ou o conhecimento da coisa é o mínimo para uma participação política saudável, mas fugindo da realidade ou da verdade ou é mentira ou é safadeza.
A mentira salva o presente, momentaneamente, mas compromete o futuro. Por dever de cidadania devemos afastar as mentiras e deixar clara a verdade, pois quem está ‘combatendo o socialismo’ primeiro precisa conhecer o tema. Abaixo a ignorância.

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