VIOLÊNCIA CONTRA GAYS PODE SER GERADA POR VÁRIOS MOTIVOS

Publicado em 15/04/2014 11:04

A violência tem crescido em todos os países a cada dia, e, entre os muitos casos registrados em todas as cidades brasileiras, e fora delas, várias vítimas são os homossexuais; alguns agredidos gravemente e, outros, mortos brutalmente, ou seja, com requintes de crueldade.
Nas cidades do interior paulista, continuam sendo registrados casos desse tipo de violência. O mais recente foi o assassinato do jornalista e assessor da Santa Casa de Fernandópolis, Helton Eduarti Souza, de 28 anos, que morava em Pedranópolis.
Ele foi morto na noite de 26 de fevereiro, e seu corpo encontrado na manhã do dia 27, em uma guarita do Recinto de Exposições de Valentim Gentil, com sinais visíveis de estrangulamento e muitas lesões, tendo sua própria camisa enrolada em seu pescoço e a outra parte dentro de sua boca.
A polícia ainda relatou a imprensa que o corpo de Helton apresentava fortes sinais de agressão, como escoriações no rosto, provavelmente provocadas por socos, assim como ferimentos no abdômen e na virilha.
O assassino, um jovem identificado como Adriano Santos Oliveira, de 20 anos, morador de Valentim Gentil, e lutador de MMA, foi preso duas semanas depois e confessou o crime. Segundo ele, marcou um encontro com Helton via celular e, na noite do assassinato, se encontraram em uma choperia da cidade. De lá, após combinarem um programa sexual, seguiram no carro do jornalista para a guarita, onde, após discutirem supostamente pelo valor combinado, Helton teria desistido do programa e Adriano, com uma chave de braço, sufocou a vítima, que morreu na hora.
Em Santa Fé
O caso mais chocante registrado foi o assassinato de Valcinei Aparecido Carrilho Carrasco, de 42 anos, que morava no bairro São Francisco.
Segundo o Boletim de Ocorrência, Valcinei foi morto na noite de 29 de maio de 2007, em uma área livre situada próximo a linha férrea de Santa Fé. Consta que dois menores, na época com 17 anos, confessaram o crime.
Naquela noite, uma guarnição da Polícia Militar foi acionada para comparecer na estação ferroviária da cidade, onde um corpo fora encontrado.
Foi então constato que a vítima havia sido assassinada com facadas e pedradas, tendo ainda o corpo incendiado.
Após investigação e diligências, a polícia chegou até os menores que, em seus depoimentos, relataram que encontraram a vítima na Praça Salles Filho, onde a mesma os abordou oferecendo dinheiro por um programa sexual; e que inicialmente não aceitaram, porém, posteriormente combinaram o valor de R$ 50,00 e que um dos menores teria aceito. Sendo assim, os três desceram até uma área perto da linha férrea, onde Valcinei, que era conhecido como nenê galinha, após combinar que seria o passivo na relação, teria mudado de ideia e queria forçar um dos menores a ser o passivo na relação. Após uma briga, os jovens saíram do local e, momentos depois, retornaram, sendo que um portava uma faca.
Valcinei levou uma facada profunda no pescoço. Em seguida, os adolescentes jogaram um pedaço de madeira sobre ele; depois, a vítima ainda foi empurrada de um barranco e, então, jogaram pedras sobre seu corpo, sendo que, por fim, como ele ainda estava se mexendo, foi dada mais uma facada, desta vez em sua barriga, tendo então suas vísceras saídas para fora do corpo. Os menores ainda buscaram álcool e atearam fogo no homem.
Outro caso
Um menor, de 17 anos, foi preso recentemente em Agudos, acusado de matar dois homossexuais e tramar ainda a morte de um terceiro. Ele era procurado desde o dia 2 deste mês, após a PM encontrar o corpo de Igor Alves, de 15 anos, em uma floresta de pinus.
O adolescente confessou o crime e disse que o praticou por ter ódio de homossexuais, embora mantivesse um relacionamento amoroso com a vítima, que era apaixonada pelo assassino.
Crimes, violência e discriminação são o que os homossexuais de qualquer idade enfrentam diariamente. Porém, há registros de que as vítimas menos favorecidas financeiramente são as mais sofrem desse tipo de preconceito.
No geral, pessoas bem resolvidas e que aceitam o próximo como ele é, só podem ser mesmo vistas em filmes, novelas e séries da TV, porque a realidade é bem diferente.
Em 2012, 388 gays foram assassinados no Brasil, e, no ano passado, 312, sendo um homicídio a cada 28 horas. São Paulo é o estado com maior número de vítimas.
Como país, o Brasil lidera o ranking mundial de homicídios de homossexuais
Esse não é o primeiro estudo, mas é o mais recente que revelou que as pessoas homofóbicas sentem atração por pessoas do mesmo sexo.
O comportamento agressivo em relação aos homossexuais seria uma forma de reprimir o desejo de sentido que, por uma série de motivos, o indivíduo considera errado. Para medir o nível de homofobia na própria casa, os participantes do estudo responderam questões como “seria perturbador para minha mãe descobrir que ela estava sozinha com uma lésbica”, ou “meu pai evita homens gays sempre que possível”.
Homofobia
Homofobia significa aversão irreprimível, repugnância, ódio e preconceito que algumas pessoas ou grupos nutrem contra os homossexuais, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros. Muitas vezes, aqueles que guardam esses sentimentos não definiram completamente sua identidade sexual, gerando dúvidas e revolta, que são transferidas para aqueles que já têm suas preferências sexuais. Alguns países aplicam até mesmo pena de morte contra os homossexuais, como é o caso da Uganda.
Algumas vezes a homofobia parte do próprio homossexual, porque ele está num processo de negação de sua sexualidade e chega, muitas vezes, até a casar e constituir uma família, e pode até jamais assumir sua condição.
A homofobia é como o racismo, antissemitismo e outras formas de intolerância, já que procura negar a humanidade e dignidade a essas pessoas.
Outro componente da homofobia é a projeção. Para a psicologia, a projeção é um mecanismo de defesa dos seres humanos, que coloca tudo aquilo que ameaça o ser humano como sendo algo externo a ele. Assim, o mal é sempre algo que está fora do sujeito e, ainda, diferente daqueles com os quais se identifica.
A homofobia implica ainda numa visão patológica da homossexualidade, submetida a olhares clínicos, terapias e tentativas de “cura”.
A questão não se resume aos indivíduos homossexuais, ou seja, a homofobia compreende também questões da esfera pública, como a luta por direitos.
Muitos comportamentos homofóbicos surgem justamente do medo da equivalência de direitos entre homo e heterossexuais, uma vez que isso significa, de certa maneira, o desaparecimento da hierarquia sexual estabelecida pela sociedade.
Tratamento da homofobia
Há uma variedade de opções de tratamento profissional para a homofobia, que incluem a terapia comportamental, psicoterapia, terapia de exposição, técnicas de relaxamento e medicação.
Outras fobias
Lesbofobia é a homofobia praticada contra mulheres homossexuais. Biofobia é a aversão direcionada especificadamente contra bissexuais. Transfobia é a aversão direcionada às pessoas transexuais, travestis, heterossexuais, bissexuais e assexuais.
Ocorre a transfobia quando a violência surge devido à identidade de gênero; matou porque era travesti, proibiu a entrada no banheiro porque era transexual, ignorou o nome social e a identidade de gênero com a qual a pessoa se identifica porque não se leva em conta a existência e legitimidade de pessoas trans.

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