VIOLÊNCIA (A MORTE DE MARIELLE)

Publicado em 31/03/2018 00:03

Escrevi nesta coluna a tragédia que seria a intervenção no Rio de Janeiro, acho interessante aos leitores relerem o artigo ‘salvem-se das balas perdidas’, O Jornal, dia 24.02.2018. Volto ao tema.
O homem é mais inclinado às rotinas, pois as ‘mudanças’ parecem desafiar as forças da tradição.
Porém as mudanças – demoram – mas acontecem.
E como acontecem!
Veja que saímos da Monarquia para a República, por exemplo.
É preciso saber que o domínio do poder ilimitado e arbitrário na vida social e humana gera a luta, o conflito e a guerra.
Há sempre nas relações humanas um desejo de ordem e de paz.
Acontece que fatores históricos, por vezes, leva a comunidade a assumir um aspecto ‘rebelde’ ou ‘revolucionário’ se a ordem existente não satisfaz as necessidades vitais do homem.
Por isso digo no Brasil do jeito que estão tratando a maioria negra e pobre da periferia do Rio de Janeiro, sob a mentira de um ‘controle pela paz’, causando terror e violência social, estarão bem ao contrário, fazendo germinar a semente do ódio. Tomara que não!
E que tudo fique apenas no desejo ardente de mudança e de novas normas de vida, porque a ordem vigente mostrou, às escâncaras, o seu fracasso.
Estão causando mais violência social aos negros e pobres cariocas e os bandidos sairão correndo pelos corredores das vielas das favelas.
O Estado está perdendo a guerra para o crime e para os criminosos
Mas se prenderem alguns colocarão nas penitenciárias e aí estarão bem acomodados, porque nelas também os bandidos mandam e desmandam.
Como diz o dito popular ‘se correr o bicho pega, se ficar o bicho come’.
A luta contra a ditadura militar decorreu do abuso por ela praticado. Se a luta contra esse estado de coisas e as condições gerais se tornarem intoleráveis para a maioria então o povo sairá da posição conservadora e precisará ir além das reivindicações sociais e partir para a luta para a mudança.
A morte de Marielle poderá sinalizar ou convergir as forças em favor de uma nova ordem social. O povo quer paz!

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