VIVA A MULHER VIVA!

Publicado em 7/03/2020 00:03

Dia 8 de março se comemora o ‘’Dia Internacional da Mulher’’, para marcar nesta data a luta por direitos humanos, na trajetória de busca pelos direitos entre homens e mulheres.
As mulheres brancas avançaram lutando pelo direito ao voto e assim o ingresso no meio político. A mulher negra, na defesa de seus direitos contra a escravidão e a mulher indígena, por sua vez, na defesa de seu povo contra a violência do capitalismo.
Segundo levantamento realizado pelo G1 e pela Globo News, entre janeiro e dezembro do ano passado 154 mulheres foram vítimas de feminicídio no Estado de São Paulo, resultado de valores machistas profundamente arraigados na sociedade brasileira.
Esse ano é de eleição municipal e o espaço político espera e precisa da participação das mulheres no atual cenário local e regional.
Toda história dos diretos vem precedido de luta dos movimentos sociais seja em favor do trabalhador, da mulher, do índio e do negro.
Se hoje você goza, por exemplo, do décimo terceiro e de licença-maternidade eles não caíram do céu, pois precisou de uma luta dos trabalhadores para conquistar esses direitos e principalmente da luta coletiva, através de sindicatos.
A luta contra o machismo é mais difícil e complicada, porque ele (machismo) passa por um processo cultural dentro da formação da sociedade patriarcal do oeste paulista. Dupla jornada de trabalho, incompreensão e preconceito são facetas de uma luta árdua.
O feminicídio é um crime de ódio baseado no gênero e elevado a condição de homicídio qualificado e hediondo por lei de autoria da ex-presidente Dilma Roussef (Lei 13.104-15), mas não é suficiente para conter o machismo desenfreado, que aliás manifestado contra ela, em 2014, na abertura da Copa do Mundo, de lamentável memória.
Não há outro caminho. A questão passa obrigatoriamente pela luta política.
E não há política sem o contexto partidário.
Por isso as mulheres são importantes na participação político-partidária para começar a mudar o caminho.
Sair do caminho da morte.
Viva a mulher viva!

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