De Olho na Câmara – Edição de 14/09/19

Publicado em 14/09/2019 00:09

Como já é de costume na política brasileira, as construções e reformas dos prédios públicos são, na sua maioria, feitas nos dois últimos anos do mandato. Mas, como evitar essa tentativa de iludir a população?
Talvez se os vereadores fiscalizassem o Executivo ao invés de serem omissos durante os dois primeiros anos do mandato, poderiam diminuir essa simulação de trabalho contínuo.
Sabe-se também que a população deveria acompanhar com mais afinco o trabalho dos parlamentares, bem como o do Executivo, assim, evitaria a demora para a criação de vagas nas creches, e a falta de investimento na infraestrutura e saúde.
A população já deveria entender que não é só apontar defeitos, mas fazer parte da solução e, com isso, contribuindo com impostos, manutenção, conservação do patrimônio público e exigir dos vereadores que fiscalizem o trabalho do prefeito já nas primeiras 24 horas de seu mandato e até os últimos segundos do fim do mesmo.
O que está acontecendo é uma clara exploração da imagem das construções que já deveriam ter sido concluídas há anos.
Esses vereadores e o prefeito estão brincando com a cara da população, mostrando que o povo tem memória curta, e a melhor forma de serrem lembrados é fazer tudo aos 45 minutos do segundo tempo.
E viva a hipocrisia da velha política do pão e circo.

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