De Olho na Câmara – Edição de sábado – 10/11/18

Publicado em 10/11/2018 00:11

Por Kacoal Everaldo

Durante a semana foi perguntado para os vereadores sobre suas opiniões a respeito da polêmica envolvendo a Rádio Santa Fé, onde o MP de Jales teve que intervir para coibir os comentários homofóbicos por parte de um radialista e a omissão dos demais funcionários.
Fora perguntado também o que os referidos vereadores farão para que isso não ocorra novamente em nossa cidade.
Pasmem com as respostas de alguns vereadores.
Segundo Evandro Mura, ele vai só “acompanhar” o caso, o que demonstra uma atitude muito simplória por parte de um político que almeja ser prefeito.
Na política, fazer “vista grossa” não é uma opção, e sim omissão.
Já o vereador Leandro Magoga disse que até que demorou para acontecer uma representação contra a rádio de tanta “bobagem” que fala, e que a empresa deveria ser punida. Disse também que levaria o assunto em reunião na Câmara das Comissões. O vereador José Rollemberg acredita que a direção da Rádio Santa Fé tomará as devidas providências para que não se repita mais qualquer tipo de comentário homofóbico e afirmou que ficará mais atento e aberto a todo tipo de reivindicação que envolva a diversidade sexual, religiosa e cultural.
Já o vereador Emidio Calazan disse que não tem o que fazer, que isso é questão de educação e bom senso, e afirmou que que “as leis já existem”. Ou seja, preferiu se omitir ou não conhece a função do cargo que ocupa.
O vereador Jhonatan Magalhães disse que está disposto a assinar uma Moção de Repúdio contra a Rádio Santa Fé.
O presidente da Câmara Marcelo Favaleça destacou que o papel do vereador é, inclusive, o de zelar pelo bem comum, e que se dispõe a ouvir todas as pessoas, independentemente de credo, cor, sexo, gênero, para que haja sempre direitos iguais a todos.
Com exceção do vereador Tieto, que não foi perguntado sobre o assunto, os demais vereadores, assim como o prefeito, se omitiram a dar suas opiniões sobre o assunto.
Fica aqui uma pergunta sobre esses representantes públicos. São omissos ou têm o rabo preso?

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