Tópicos da Semana – Edição 12/06/21

Publicado em 12/06/2021 00:06

Por Lelo Sampaio

Longa trajetória
A Covid-19 foi, e está sendo um fenômeno modificador de nossas vidas, um divisor de águas. Teremos um ano de 2021 ainda muito difícil e, nos próximos dois anos, o mundo todo terá que guardar alguns cuidados coletivos de proteção. Nossa trajetória será longa e difícil, sem querer ser negacionista.
Feliz ano novo
Iniciamos 2021 com desejos de feliz ano novo, saúde e vacinas para todos. Entretanto, mesmo com toda a experiência do Programa Nacional de Imunizações (PNI), o Brasil está totalmente atrasado em relação a outros países e esse atraso, como é notável, foi causado por coisas não feitas no momento adequado. No meio do ano passado, quando várias empresas já mostravam uma enorme capacidade de desenvolver ensaios para vacinas, nós poderíamos ter começado a negociação, como outros países o fizeram, por exemplo, com a Pfizer ou a Johnson & Johnson.
Há quem não confie
No Brasil, precisaremos ter uma cobertura muito grande. E nós não vamos encontrar imunidade de rebanho se não vacinarmos pelo menos 70% da população brasileira. Então, o esforço logístico, administrativo e sanitário deveria ter sido imenso e começar agora, e pensar que alguns cidadãos de Santa Fé vão a público dizer que a solução para a pandemia não é a vacina. Fico pensando com meus botões: se não é a vacina, o que seria então? Abrir todo o comércio e deixar o “pau torar”?
Vida que segue
As viroses crônicas, como a Aids e a hepatite C, por exemplo, são tratadas com remédios, e para tal há tratamentos extremamente potentes e a experiência mundial com o controle dessas doenças é espetacular, sobretudo a do Brasil, com o tratamento da Aids, com os pacientes vivendo praticamente uma vida normal.
Boas práticas
Mas as doenças agudas não se tratam com remédios. Elas são tratadas preventivamente com vacinas. E aí temos o sarampo, a difteria, a febre amarela, e principalmente as viroses ditas respiratórias. A Covid-19 é um exemplo clássico disso. Todos os tratamentos para a doença até agora revelaram resultados modestíssimos ou zero. O que salva vidas na Covid-19 são, para casos graves, as boas práticas de terapia intensiva.
Vacina, sim!!!
Desta feita, para as doenças virais agudas, sobretudo de transmissão respiratória, a solução são as vacinas, como sempre foram e serão. Sabemos que vivemos uma experiência absolutamente extraordinária de, em menos de um ano, termos cientistas que produziram vacinas já aprovadas no mundo. A vacina é a única e perfeita solução de controle de uma epidemia do porte da Covid-19, e contra fatos não há argumentos, embora alguns ainda insistem em dizer o contrário.

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