Tópicos da Semana – Edição de 19/06/21

Publicado em 19/06/2021 00:06

Por Lelo Sampaio

Lockdownzinho
O prefeito de São José do Rio Preto, Edinho Araújo, autorizou, na tarde da última terça-feira (15), a adoção de medidas mais restritivas para frear o avanço da Covid-19. A decisão atende a recomendação feita pelo Comitê de Enfrentamento ao Coronavírus, cujo presidente é o secretário de Saúde, Aldenis Borim. Rio Preto acumula 81.383 moradores infectados e 2.322 mortes provocadas pela doença. De acordo com a Prefeitura de Rio Preto, será instituída uma espécie de “lockdown noturno”. As novas restrições valerão das 18h às 6h. Elas começaram na última quinta-feira (17) e terminarão no dia 2 de julho.
Mitos
Se compararmos as reportagens dos jornais brasileiros e estrangeiros, ficaremos pasmos com a diferença no trato das notícias da pandemia. Enquanto um jornal como o português “Diário de Notícias”, mesmo no pico da doença, foi comedido e cuidadoso nas suas matérias, foi apaziguador e em nenhum momento foi alarmista ou atacou o governo português, os jornais brasileiros, quase todos, foram sensacionalistas, exagerados, aterradores, e, o que é pior, acusadores sem provas do governo federal, por tudo de mau que a pandemia gera. Em nenhum lugar do planeta a imprensa espalhou o pânico e politizou a pandemia como no Brasil. O problema existe, sim, é alarmante, mas o fato é que somos forçados a conviver com alguns mitos, mesmo com o descrédito que já acompanha boa parte da imprensa em nosso país.
Quem vale?
Logo no início da pandemia, com medo da superlotação de hospitais, alguns governos europeus resolveram impor um distanciamento social radical, com o fechamento total de empresas industriais, comerciais e de serviços, acompanhado de restrição de circulação. Não tardou, e políticos do mundo todo, sem pensar muito, adotaram a medida sem discuti-la. Além disso, não afetava os que a impunham: políticos, burocratas, altos funcionários não têm suas rendas comprometidas se ficam isolados em casa. Os afetados, e drasticamente, são os menos favorecidos, que dependem de seu trabalho diário para a sobrevivência. Mas estes são importantes apenas no mundo da retórica.
Proteção
O fato é que não adianta adotarmos qualquer lockdown se não pararmos de nos reunir, de fazer festinhas, de promover aglomerações. O lockdown tem que ser como uma espécie de “distanciamento individual para proteger o coletivo”, mas isso o brasileiro não está nem aí. Quantas vidas serão ainda ceifadas para que entendamos que precisamos nos distanciar…

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