Tópicos da Semana – Edição de 20/11/21

Publicado em 20/11/2021 00:11

Por Lelo Sampaio

Minguou
O Ministério da Economia diminuiu a expectativa oficial para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano de 5,3% para 5,1%. Para 2022, a previsão caiu de 2,5% para 2,1%. O corte na projeção para este ano, segundo a Folhapress, já havia sido sinalizado em setembro, quando a queda de 0,1% da economia no segundo trimestre minguou as expectativas do governo de avanço de 0,25% no período.
Felizes, felizes
Sem defender este ou aquele partido, este ou aquele governo, se roubou ou deixou de roubar, é importante lembrar que o governo Lula registrou a maior média de crescimento do PIB em duas décadas, de em torno de 4,1%, e o crescimento total ficou em 32,62%. A renda per capita cresceu 23,05%, com média de 2,8%, lembrando que a economia do Brasil, que já foi a 6ª maior do mundo e atualmente está em 64º lugar em um ranking de 44 países. A culpa não é tão somente do atual governo, é claro…
Otimismo
Mesmo assim, os valores atuais continuam acima do esperado pelo mercado. De acordo com o mais recente boletim Focus, que traz previsões de analistas compiladas pelo Banco Central, a expectativa é de crescimento de 4,88% para 2021 e de 0,93% para 2022.
Inflação
Houve também piora na projeção de inflação. A expectativa do governo para a taxa medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2021 aumentou de 7,90% para 9,70%. Ainda segundo a Folhapress, para 2022 a projeção de IPCA passou de 3,75% para 4,70%.
Pandemia e etecetera e tal
Desta feita o mercado estima um desempenho pior que o calculado pelo governo. De acordo com o Focus, os analistas veem a alta do IPCA em 2021 em 9,77%. Para 2022 a expectativa está em 4,79%. As projeções do ministério foram elaboradas pela SPE (Secretaria de Política Econômica). A pasta menciona entre fatores positivos que impulsionam o crescimento em 2021 o carregamento estatístico de 2020, a taxa de poupança elevada, a recuperação do investimento, o mercado de crédito e a recuperação dos serviços. Segundo a secretaria, ao mesmo tempo, existem riscos neste ano, notadamente o risco hídrico e o risco de um eventual recrudescimento da pandemia.

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