Tópicos da Semana – Edição de 23/10/21

Publicado em 23/10/2021 00:10

Por Lelo Sampaio

Ultimato
No último sábado, entidades que representam os caminhoneiros reuniram-se e deram um prazo de 15 dias para que o governo de Jair Bolsonaro atenda as reivindicações da categoria. Caso contrário, os motoristas prometem parar a partir de 1º de novembro. Entre as demandas estão o estabelecimento e cumprimento de um frete mínimo, redução do preço do diesel e revisão da política de preços da Petrobras. Estiveram reunidos a CNTTL (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística), o CNTRC (Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas) e a Abrava (Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores). As entidades são ligadas aos caminhoneiros autônomos que participaram da greve de 2018.
Vai encrespar
Segundo Carlos Alberto Litti Dahmer, diretor da CNTTL, os caminhoneiros enfrentam dificuldades nunca vistas. Litti Dahmer destacou que a situação vem piorando ao longo dos últimos três anos do governo Bolsonaro. “Nosso chamado de paralisação tem o respaldo de 1 milhão de caminhoneiros e a sociedade virá conosco”, disse.
Demandas
As entidades divulgaram a lista de demandas para suspenderem a paralisação: redução do preço do diesel e revisão da política de preços da Petrobras, conhecida como PPI (Preço de Paridade de Importação); constitucionalidade do Piso Mínimo de Frete; retorno da Aposentadoria Especial com 25 anos de contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social); inclusão do desconto do INSS pago pelo caminhoneiro (PL2574/2021) na Lei do Documento de Transporte Eletrônico; aprovação do novo Marco Regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas (PLC 75/2018); aperfeiçoamentos na proposta do voto em trânsito no Senado; melhoria e criação de Pontos de Parada e Descanso (Lei 13.103/2015).
CPI
A articulação com o governo será feita pelo deputado federal Nereu Crispim (PSL-RS), presidente da Frente Parlamentar Mista dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas, grupo formado por 273 deputados federais e 22 senadores. No fim de setembro, a Frente divulgou documento pedindo a criação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Combustível. O pedido foi feito um dia depois de a Petrobras anunciar o aumento de quase 9% no preço do diesel nas refinarias. Eis a íntegra (783 KB) da nota divulgada pela Frente.
Por que tanto aumento?
“Precisamos desvendar com urgência o ‘segredo’ dos aumentos desenfreados dos combustíveis e do gás de cozinha. O fato é que existe solução para equilibrar esses preços, o que falta é uma administração coerente. Se a Petrobras praticasse o preço de paridade internacional, as refinarias estariam operando a plena carga e as importações dessa ordem não seriam necessárias”, diz o documento.

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