CRÔNICA DO VIVER

Publicado em 4/07/2020 00:07

Na nossa vida devemos sempre procurar um lugar onde é possível encontrar a amizade e a empatia juntas. Hoje acordei com uma vontade imensa de voltar a ter poucos meses de idade. Antes, sem responsabilidades, sem entender e buscar permanentemente o amor, sem compreender o que é empatia, desconhecendo a importância da família e o que é ser amigo de verdade, talvez eu fosse mais feliz.
Todas as nossas relações dependem igualmente dos envolvidos. Sabe aquele ditado “se um não quer dois não brigam”? É exatamente isso, acredite.
Aprendi desde cedo a me “acostumar”. Aprendi que a impotência perante situações que eu via era maior que minha vontade de achar uma solução. Aprendi, de maneira dolorosa e que até hoje me marca, que a falta de diálogo é a conduta mais egoísta e solitária que alguém pode ter.
Onde há conversa há entendimento. Onde há entendimento há empatia. Onde há empatia há amor!
Procuro explicações mesmo que estas não existam. Procuro amor mesmo onde este foi esquecido. Procuro perdão mesmo onde não há bondade. Procuro empatia… mesmo que sozinho.
Em nossas vidas não devemos nunca deixar de procurar pelo que é bom em pessoas de bem, ainda que a permanência destas dure pouco em nossa vida.
As nossas digitais jamais são apagadas da vida daqueles que tocamos, seja para fazer o bem ou o mal. Nós decidimos se acrescentamos felicidade ou tristeza na vida do outro. Nós somos os juízes de nós mesmos, pois todos nós somos capazes de fazer coisas extraordinárias. Talvez eu queira voltar a ser aquela criança dentro do berço onde muitas pessoas cuidavam de minha proteção, me protegendo de todo o sofrimento que este mundo tem. Queria voltar a ser essa criança que, sem saber da importância de seus atos, ou dos atos dos outros, logo perdoava e esquecia, ou então, que nada entendia.
Certa vez ouvi uma frase que diz: “Não deixe que as atitudes dos outros mude o que você é”, e logo me coloquei a pensar até que ponto essa frase poderia reger a minha conduta, e hoje chego à conclusão de que devemos ser assim enquanto sermos felizes!
Por fim, penso que só sofre aquele que tem coração, aquele que ama.
Onde há amor não há sofrimento, há verdade e segurança.
Depois de tanto pensar, entendo que devemos ter a empatia sempre presente conosco: entendendo o próximo, pensando nas nossas ações, jamais esquecendo que nunca estamos sozinhos e, acima de tudo, demonstrar o amor genuíno em nossas relações.
O apoio daqueles que amamos quando em tempos difíceis é fundamental, pois, por vivência, digo que se hoje estou de pé foi pelo amor que sempre distribuí e que, de forma muito mais intensa, voltou ao meu coração. Por todos aqueles que me amam, me protegem e, mesmo em silêncio, me incentivam.
Hoje, a minha única vontade é voltar a ser aquela criança dentro do berço, mas sei que amanhã terei de volta a vontade de mudar o mundo para melhor mais uma vez.
“Ame sua família, ame seus amigos, ame a caridade e, acima de tudo, ame amar”.

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