E continua a Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa e a Brucelose

Publicado em 11/11/2017 00:11

Da Redação

O Estado de São Paulo iniciou neste mês sua Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa e Brucelose nos bovinos e bubalinos. A campanha termina no dia 30 de novembro.
O secretário Municipal de Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente de Santa Fé do Sul, José Tiago de Campos Machado, explicou que o município possui um rebanho de aproximadamente 28 mil cabeças de bovinos, divididas em torno de 340 propriedades cadastradas. “A Febre Aftosa não acontece no Estado de São Paulo há 20 anos, isso graças ao sucesso da campanha de vacinação e a colaboração dos pecuaristas. Vamos continuar vacinando os animais para manter essa doença longe do rebanho, evitando a queda na produção e perdas econômicas”, disse o secretário.
Todo o mês de novembro o criador paulista tem que vacinar bovinos e bubalinos de todas as idades. Os animais vacinados em maio, que na época tinham até 24 meses, também devem ser vacinados. É proibida a vacinação de outras espécies além de bovinos e bubalinos.
Febre Aftosa
A Febre Aftosa é uma doença viral infectocontagiosa que afeta bovinos, bubalinos e outros animais de casco fendidos, e não afeta os equídeos. Os sintomas são febre alta seguida de pequenas vesículas na mucosa da boca, narinas e laringe; apresenta aumento da salivação (animal babando), o animal não se alimenta e, com isso, diminui a produção, o que leva a devido ao fato do vírus ser de rápida transmissão.
No site da Defesa Agropecuária, que é o www.defesaagropecuaria.sp.gov.br, está disponível o manual que orienta, passo a passo, como declarar a vacinação contra a Febre Aftosa via Internet. O acesso ao sistema Gedave é feito pelo endereço http://gedave.defesaagropecuaria.sp.gov.br/. O criador deve se organizar para fazer a vacinação dentro do prazo estabelecido pela legislação, ou seja, até 30 de novembro, e tem até o dia 7 de dezembro para comunicar a vacinação ao órgão oficial de Defesa Agropecuária diretamente no sistema informatizado Gedave. Caso não cumpra os prazos, ele está passível de sanções, como o pagamento de 5 Ufesps – Unidade Fiscal do Estado de São Paulo – (R$ 125,35) por cabeça por deixar de realizar a vacinação, e 3 Ufesps (R$ 75,21) por cabeça por deixar de comunicar a vacinação. O valor de cada Ufesp é de R$ 25,07.
Brucelose
O criador paulista, que tem fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre três a oito meses, tem até o dia 30 de novembro para vaciná-las contra a Brucelose e até o dia 7 de dezembro para comprovar a vacinação.
A Brucelose, conhecida também como mal de Bang, febre de malta ou aborto infeccioso, é considerada uma zoonose (transmitida do animal para o homem) distribuída mundialmente, e é responsável por consideráveis perdas econômicas dentro do rebanho bovino. Nos bovinos pode causar abortamento; nascimento de bezerros fracos; retenção de placenta; repetição de cio e descargas uterinas com grande eliminação da bactéria, além de inflamação nos testículos.
Para que as fêmeas fiquem protegidas, a vacinação contra a Brucelose é realizada uma única vez. A vacinação deve ser feita por médicos veterinários cadastrados na Defesa Agropecuária ou por um auxiliar treinado pelo veterinário responsável.
O criador que deixar de vacinar ou deixar comunicar a vacinação até a data estabelecida pela legislação fica passível de sofrer penalidades, como o pagamento de 5 Ufesps por cabeça por deixar de vacinar, e 3 Ufesps por cabeça por deixar de comunicar a vacinação.

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