Folia de Santos Reis é tradição há mais de 50 anos em Três Fronteiras

Publicado em 2/10/2021 00:10

Por: Matheus Vilhegas

A Folia de Santos Reis é uma representação da viagem dos três Reis Magos à Belém para visitar o recém-nascido menino Jesus.
A festa é uma manifestação cultural de origem portuguesa que veio para o Brasil pelos jesuítas e aqui incorporou as tradições dos povos indígenas e também a cultura afro. Há moradores que solicitam a visita da folia às suas casas para pagar promessas, e como é de costume os festeiros “donos das casas” alfinetam dinheiro na bandeira e até mesmo mensagens, pois os devotos acreditam que serão abençoados pelos três Reis Magos, e essa benção é levada muito a sério pelos devotos.
O munícipio de Três Fronteiras realiza esta festa há mais de 60 anos e o evento virou tradição há 50 anos, pois todos os anos acontece a Folia de Santos Reis na Chácara Associação dos Três Reis do Oriente, no munícipio de Três Fronteiras.
Para organizar esse evento de tradição no munícipio, há uma comissão administrativa que tem 15 membros, sendo eles o presidente, vice-presidente, tesoureiro, vice-tesoureiro, secretário e vice-secretário. Os demais são colaboradores que ajudam no dia do evento servindo as pessoas, assando carne, dentre outros serviços.
Em entrevista a O Jornal, o presidente da comissão organizadora, Amarildo Cazarin Gomes, relatou que os dias que os foliões andam “fazendo o giro” na cidade são do dia 6 de novembro ao dia 30 de dezembro, porém em novembro eles andam aos finais de semana e chegam a visitar cerca de 450 casas durante esse período.
Amarildo afirmou que a Folia de Santos Reis, acontece tradicionalmente no dia 6 de janeiro, mas neste ano não ocorreu por conta da pandemia da Covid-19. Ele também já conversou com os membros da comissão para que o evento aconteça no próximo ano, entretanto pretendem voltar a fazer o “giro pela cidade” ainda neste ano, em novembro, começando e terminando nos mesmos dias que os anos anteriores. “A Folia de Santos Reis é feita em duas etapas, ou seja, o ‘giro’ e festa propriamente dita entretanto, devido a pandemia, este ano só acontecerá o ‘giro’”, disse.
O presidente relatou que, com o dinheiro arrecadado pelos devotos, são comprados alimentos, como pães, carnes e refrigerantes.
Na última edição do evento o presidente relatou que “foi um dia propício e caiu em um domingo, ótimo para os devotos celebrarem conosco essa data que marca o nosso munícipio”.
A última edição teve um público de aproximadamente dez mil pessoas, e foram comprados dois mil quilos de carne para o churrasco, setecentos quilos de carne moída para colocar em vinte e dois mil pães e seiscentos fardos de refrigerante. “Está é a média consumida em cada evento”, finalizou Amarildo.

Última Edição