Período de seca afeta agricultores da região

Publicado em 25/09/2021 00:09

Por Matheus Vilhegas

Nos últimos dias a população da Estância Turística de Santa Fé do Sul e região está passando por uma onda de calor. Pelo fato de a temperatura estar muito alta e com a umidade do ar muito baixa, os animais como, por exemplo, porcos, cavalos, galinhas e o gado, bem como as plantações que precisam ter um bom tempo de chuva.
Esta seca que estamos vivendo nos últimos meses tem atrapalhado muito a vida de quem depende da chuva para viver, como os pecuaristas e agricultores.
De acordo com o site Ciiagro, a temperatura teve mínima de 19,5 °C na quinta-feira da semana passada (16) e o dia que a temperatura subiu mais foi na última terça-feira (21), quando a maxima foi de 41,1°C.
Se esses números não mudarem e não chover a situação pode ficar ainda mais complicada para os agricultores e principalmente para os animais que dependem da pastagem para sobreviver.
Em relação a umidade do ar, o dia em que teve a porcentagem mínima foi na última terça-feira (21), que foi de 9,0%. Já o dia que obteve a máxima foi de 73,5%, na quinta-feira da semana passada (16).
Em entrevista a O Jornal, o pecuarista e agricultor Cleber Flávio Morális Pedrão, mais conhecido como Cleber Pedrão, de Três Fronteiras, disse que já vem de uma família de agricultores e que começou a trabalhar no sítio com 15 anos de idade. Ele relatou também que dos três irmãos só ele seguiu o trabalho na área rural.
O agricultor e pecuarista disse que “a falta de chuva na região vem atrapalhando muito, porque dependemos dela para tratar do gado e para o cultivo das plantações, e com esse clima seco o cultivo das plantações e a criação de gado ficam comprometidos”.
A falta de chuva vem influenciando o processo de desenvolvimento dos animais e plantações, haja vista que os córregos estão cada vez mais secos, e a pouca água que tem é parada e barrenta.
Este é o segundo ano que o agricultor passa por esta situação, sendo um dos piores para ele. “No ano passado foi muito ruim. Para mim estes dois últimos anos têm sido difíceis devido a falta de chuva”.
O pecuarista disse que foi preciso vender alguns gados no ano passado devido a seca, sem falar dos custos dos alimentos para os animais que estão muito caros. Neste ano, para reforçar a alimentação de seus animais, ele usa sais proteinados, pois atualmente ainda continua viável para a sua aquisição.
Este ano Cleber não tem intenção de vender os gados, pois está com novos e, mesmo com a falta de chuva, o pecuarista está conseguindo manter os animais saudáveis.
Cleber pede para que pecuaristas e agricultores conservem suas matas ciliares e suas nascentes, utilizando a água na medida do possível, gastando apenas o necessário. “Cada ano parece que as coisas estão ficando mais difíceis, pois a água parece que está acabando. Então espero que a população, tanto da área urbana quanto da rural, economize água, pois nós não sabemos o dia de amanhã, e isso pode prejudicar as futuras gerações, como a do meu filho e dos netos. A água é essencial em nossas vidas”, finalizou.

Última Edição