Prorrogada a Campanha de Vacinação contra Febre Aftosa e Brucelose

Publicado em 7/06/2018 00:06

Da Redação

O Estado de São Paulo prorrogou até o dia 15 de junho a Campanha de Vacinação contra a Febre Aftosa e Brucelose nos bovinos e bubalinos. A prorrogação do prazo se deu por meio da Resolução SAA nº 24 e nº 25.
Segundo Adércio Rodrigues, secretário municipal da Agricultura, Abastecimento e Meio Ambiente, o município possui um rebanho de aproximadamente 28 mil cabeças de bovinos, sendo divididas em torno de 340 propriedades cadastradas, o produtor pode retirar seu saldo do gado nos escritórios rurais ou na Casa da Agricultura levando o CPF. Com isso o produtor irá comprar a quantidade certa de dose para evitar desperdícios.
“A Febre Aftosa não acontece no Estado de São Paulo há mais de 20 anos graças ao sucesso da campanha de vacinação e a colaboração dos pecuaristas da região. Vamos continuar vacinando os animais para manter essa doença longe do rebanho e, com isso, evitar a queda na produção e perda econômica”, disse Adércio.
Febre Aftosa
A Febre Aftosa é uma doença viral infectocontagiosa que afeta bovinos, bubalinos e outros animais de casco fendidos, não afeta os equídeos. Os sintomas são febre alta seguida de pequenas vesículas na mucosa da boca, narinas e laringe, apresenta aumento da salivação (animal babando), o animal não se alimenta com isso diminui a produção e leva a morte e por ser vírus a transmissão e muito rápida no rebanho.
No site da Defesa Agropecuária (www.defesaagropecuaria.sp.gov.br) está disponível o manual que orienta, passo a passo, como declarar a vacinação contra febre aftosa via Internet. O acesso ao sistema Gedave é feito pelo endereço http://gedave.defesaagropecuaria.sp.gov.br.
A vacinação contra a Febre Aftosa é obrigatória. O criador que não vacinar ou não comunicar a vacinação ao órgão oficial de defesa agropecuária sofrerá as seguintes penalidades: 5 Ufesps, ou seja R$ 128,50 por cabeça por deixar de vacinar, e 3 Ufesps, R$ 77,00 por cabeça por deixar de comunicar a vacinação.
Brucelose
O criador paulista, que tem fêmeas bovinas e bubalinas com idade entre três a oito meses, tem até o dia 16 de junho para vaciná-las contra a brucelose e até o dia 22 de junho para comprovar a vacinação.
A Brucelose, conhecida também como mal de Bang, febre de malta ou aborto infeccioso, é considerada uma zoonose (transmitida do animal para o homem). Nos bovinos pode causar abortamento; nascimento de bezerros fracos; retenção de placenta; repetição de cio e descargas uterinas com grande eliminação da bactéria, além de inflamação nos testículos.
Para que as fêmeas fiquem protegidas, a vacinação contra a Brucelose é realizada uma única vez. A vacinação deve ser feita por médicos veterinários cadastrados na Defesa Agropecuária ou por um auxiliar treinado pelo veterinário responsável. A razão para este cuidado é pelo fato de ser uma vacina viva e poder infectar o manipulador.
O criador que deixar de vacinar ou deixar comunicar a vacinação até a data estabelecida pela legislação fica passível de sofrer penalidades – 5 Ufesps (R$ 128,50) por cabeça, por deixar de vacinar e 3 Ufesps (R$ 77,00) por cabeça, por deixar de comunicar a vacinação.

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