Se você faz compras em supermercado, leia este texto

Publicado em 18/12/2021 00:12

Antes de qualquer assunto, deixo evidente a você, leitor, que qualquer e todo estabelecimento deve obter disponível para o consumidor um exemplar do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Se você o desconhece, sugiro que faça uma leitura para conhecer seus direitos, e, em situações controvérsias, faça valer seu direito. Seguem duas dicas sagradas para você, consumidor: 1 – Nunca vá ao supermercado com fome. Sabem aqueles promotores de produtos que fazem a degustação dentro do supermercado? Sabe, né? Eles fazem realçar o seu paladar e há uma probabilidade na média dos 75% que você compre o produto. 2 – Conforme você caminha pelo supermercado, as prateleiras/gôndolas, os produtos ficam distribuídos por categorias, e no “campo” da sua visão estarão sempre os produtos mais caros. Os mais baratos sempre estarão lá embaixo ou em cima, ou você tem que se agachar, ou esticar as mãos para ver o preço e pegar o produto. Então, fique atento sempre sobre as regras acima.
Agora irei discorrer um pouco de regras sanitárias que um supermercado deve obrigatoriamente, por lei, seguir, e talvez você nem sabia disso. A primeira razão que deve motivar o cumprimento das normas sancionadas pela Anvisa é a consciência social de contribuir com a saúde da população, fazendo o possível para proporcionar segurança alimentar. Além disso, são aplicadas punições em caso de descumprimento dessas normas, como multas, sanções e, até mesmo, a suspensão da licença de funcionamento.
Quando punido, o estabelecimento tem sua imagem prejudicada, afetando a credibilidade e confiança junto ao consumidor. Pela legislação, não apenas a embalagem em si deve ser fiscalizada, mas também as instalações, os equipamentos e as etapas de produção dos alimentos.
De acordo com a Anvisa, a empresa que produz ou beneficia os alimentos é responsável pelo material que compõe a embalagem utilizada. Para determinar o material da embalagem é preciso atentar às especificações técnicas e às características do alimento. Papel, cerâmica, vidro e metal são permitidos, no entanto, o plástico PET deve, obrigatoriamente, ser pós-condensado. As ditas boas práticas de fabricação englobam uma série de especificações que precisam, obrigatoriamente, serem adotadas por indústrias alimentícias e por estabelecimentos que realizam serviços relacionados à alimentação, com o objetivo de assegurar o grau de qualidade sanitária. Ações de fiscalização, as avaliações de risco epidemiológico em toda a cadeia produtiva do alimento, as condições higiênicas e de saúde do trabalhador são fatores averiguados dentro desse critério.
Conforme consta na lei número 986/ 1969, todo estabelecimento onde ocorre a fabricação, preparação, beneficiamento, acondicionamento, transporte, venda ou depósito de alimentos necessita ser previamente licenciado pelo órgão sanitário competente do município, por meio da emissão do alvará sanitário. Pode soar estranho, em um primeiro momento, mas há um grau mínimo de sujidade que é “tolerado” pelas leis sanitárias do país.
De acordo com essa legislação, é relativamente “aceitável” a presença de alguns elementos, desde que respeitada uma quantidade máxima. A segurança alimentar é profundamente conectada com a proteção e o respectivo direito à saúde. O estado em que a empresa alimentícia está localizada é quem possui a competência para definir as normas de regulamentação sanitária no que se refere à produção, conservação, manuseio e distribuição de alimentos.
Você, caro leitor, possui o direito, pedir permissão para entrar na produção e manipulação de alimentos. Está previsto em lei que qualquer estabelecimento no ramo alimentício deixar o consumidor, que queira, vistoriar as instalações. Questione ao atendente, gerente e também o proprietário se o local possui um nutricionista. É obrigatório este profissional em todos estabelecimentos onde há produção e manipulação de alimentos. Aqueles que dizem não ter tempo para uma alimentação saudável, cedo ou tarde terão que arrumar tempo para cuidar da saúde perdida. Vá ao nutricionista. E procure frequentar um supermercado que respeite as leis sanitárias e, por consequência, respeite você. Às vezes o barato sai caro.

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