Tópicos da Semana – Edição de 3/02/18

Publicado em 3/02/2018 00:02

Por Mário Aurélio Sampaio e Silva.
Charge: Leandro Gusson (Tatto).

Altruísmo

Na semana passada, com a árdua missão de manter o hospital em pleno funcionamento, dando continuidade as melhorias já realizadas naquela entidade, José Biscassi foi reeleito provedor da Santa Casa de Misericórdia de Santa Fé do Sul para o triênio 2018/2020. Para muitos, uma verdadeira “batata quente”, entretanto, para este senhor que praticamente durante toda a sua vida se dedicou a causas sociais, significa mais uma batalha a ser ganha. Para todos os santafessulenses e moradores da Comarca que fazem o uso do hospital, motivo de muita satisfação.
Peso pesado

É inegável que ninguém faz nada sozinho, mas o fato é que José Biscassi assumiu a provedoria em 2016 com a difícil tarefa de, inclusive, manter o hospital de portas abertas. Enfrentou tormentas e, sem ganhar um tostão, lutou, como faz até hoje, por um bem comum. Carrega nas costas um dos grandes desafios na área da Saúde do país, a questão da falência das Santas Casas do Brasil.
Reeleição

Sua reeleição se deu por aclamação, haja vista que apenas sua chapa se inscreveu para o novo pleito, cargo de extrema responsabilidade e que poucos se predispõem a assumir em razão do alto custo para manter o funcionamento do hospital com receitas insuficientes para cumprir os compromissos com médicos, salários de 189 funcionários e a manutenção diária dos 79 leitos, além de uma UTI com sete leitos.
Mesa Diretora

Desta forma, a Santa Casa conta como provedor José Biscassi; vice provedor, Gilmércio Carlos da Silva; tesoureiro, Sérgio Campanholo; vice tesoureiro: Nelson Yoshihiro Narumia, secretário, Ceju Morikawa; vice secretária, Maria Rosa de Santana Grosso, além da mesa efetiva.
Revés

No decorrer do seu primeiro mandato Zé Biscassi e sua equipe tiveram que admirar atrasos na folha de pagamento e décimo terceiro, que foram solucionados com algumas campanhas e eventos, como jantares e sorteios de carros doados por empresários do município. As duas edições da “Noite Premiada”, em junho e novembro do ano passado, renderam bons frutos e só fizeram com que a sociedade compreendesse as dificuldades da entidade e, consequentemente, se aproximasse do hospital com doações de puro valor.
Labuta

Para se ter uma ideia do excelente trabalho realizado pelo provedor e sua equipe nestes três anos de árduo trabalho, foram reformados todos os quartos ala do SUS, com a ajuda dos empresários; conseguiram emendas parlamentares federais no montante de 750 mil reais (e vale lembrar que nunca antes, em seus quase 52 anos de existência, a entidade tivera conseguido uma emenda sequer). É visível o trabalho de humanização realizado com seus colaboradores, assim como é de dar gosto de se ver como o hospital está mais bonito, limpo, organizado, ou seja, com uma infraestrutura, embora alguns relutem em dizer o contrário, de “causar inveja boa”.
E mais…

Neste ano, a Santa Casa já tem três carros para serem sorteados, e uma moto, doada por um morador de Palmeira D’Oeste que, aliás, nem uso do hospital faz. Entretanto, a Santa Casa herdou uma dívida que vem aumentando a cada ano, com financiamentos existentes, além de encargos que estão se acumulando pela falta de receita para saldar tais compromissos. Atualmente sua dívida gira em torno de R$ 6,3 milhões. O orçamento para 2018 é de R$13 milhões e as despesas estimadas para o ano que está apenas começando é de aproximadamente R$ 16 milhões, ou seja, um déficit mensal por volta de R$ 250 mil.
Dinheiro

As principais receitas do hospital são as transferências do SUS, convênio com o Governo do Estado de São Paulo, convênios particulares e os municípios da região, através do Consagra, com transferências diretas. Santa Fé é a maior colaboradora e em 2017 transferiu de forma direta R$ 1,6 milhão, além dos repasses feitos pelo Consagra, que foram aproximadamente R$ 55 mil por mês.
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Sai pra lá!!!

Assim dá para entender porque poucos se interessam em assumir esta função que Biscassi acaba de renovar seu mandato e para que o hospital não feche suas portas. Serão mais 36 meses à mercê da vontade política Estadual e principalmente da União que deixa as Santas Casas em estado de falência. Biscassi deve contar com a solidariedade do povo para manter o funcionamento da única Santa Casa da microrregião e cada um tem de fazer a sua parte.
Ordem na casa

Para este ano, Santa Fé já determinou o valor aproximado a ser repassado mensalmente à entidade que será de R$ 150 mil, valor acordado entre o provedor, o prefeito e o vice-prefeito. No entanto, há a necessidade de as outras cidades fazerem o repasse como fazem com o Consagra, como Três Fronteiras, cujo valor seria de aproximadamente 15% destes R$ 150 mil; Santa Rita, aproximadamente 6%; Rubineia, 6%; Santa Clara, 5% e Nova Canaã, 5%. Segundo Biscassi, esse trâmite não está acordado com os respectivos prefeitos, mas todos já foram comunicados por documento para que as coisas funcionem desta forma.

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