Tópicos da Semana – Edição de sábado – 8/12/18

Publicado em 8/12/2018 00:12

Por Lelo Sampaio
Charge:Leandro Gusson (Tatto).

Missão cumprida
Na sessão camarária que acontecerá na próxima terça-feira, dia 11, a Câmara Municipal de Santa Fé do Sul, através de voto aberto de seus vereadores, escolherá o seu novo presidente que irá presidir aquela Casa de Leis nos próximos dois anos. Porém, quando do início desta administração, que começou em 1º de janeiro de 2018, o presidente eleito foi o vereador Marcelo Favaleça, que entregará, e com chave de ouro, o cargo no dia 31 deste mês.

Vereador expressivo
Foi eleito o segundo vereador mais bem votado nas eleições de 2016, tendo uma diferença de 49 votos a menos do que o primeiro colocado. Quando eleito não tinha intenção de ser presidente da Câmara nos dois primeiros anos de mandato, pois, segundo o edil, existia certo receio pela falta de experiência como componente do legislativo municipal. A intenção era ser presidente apenas nos dois últimos anos de mandato, porém no mês de dezembro de 2017 recebeu a proposta para se candidatar, e isso ocorrera três dias antes da eleição da presidência da Câmara. No dia 1º de janeiro de 2017 foi eleito com seis votos contra três.
Aprendizado
Para ele ser presidente da Câmara tem sido um aprendizado muito grande. Mesmo tendo iniciado com pouca experiência, meio cauteloso, haja vista que tudo era muito novo, desde a pauta, discussão de projetos, assuntos a serem trabalhados, entre outros aspectos, como todo e qualquer iniciante, havia também a preocupação em não errar com ninguém, principalmente com a sociedade. “Botou a cara a tapa” e seguiu em frente, vivenciou tudo o que foi possível nos bastidores da Câmara, ou seja, o papel de cada vereador, a responsabilidade sobre a administração, o trabalho interno dentro, situações mais abrangentes, participações de eventos, dentre outras situações. É o velho ditado: Filho de peixe peixinho é!!!
Dificuldades
Como presidente da Casa de Leis, algumas das maiores dificuldades foram a compreensão e votação em relação aos projetos de leis que vinham do Executivo, pois as informações não eram discutidas entre os vereadores e a Administração Municipal. Teve que lidar com projetos que sabia que poderia refletir em algo negativo para a cidade, e isso fez com muita cautela e maestria. A maior dificuldade, no início era compreender esses projetos. que depois de estudá-los, se entendesse que traria perdas, os tiravam de votação, embora tudo o que foi feito pela Câmara teve participação de todos os vereadores.
Parceria com vereadores
Ávido por aprender, estudou muito para ter maior conhecimento logo no início e na Câmara sempre teve o mesmo posicionamento em relação à situação e oposição. Tentou manter o máximo de diálogo entre todos os vereadores na questão de igualdade, para que não tivessem diferenças. Sempre teve a preocupação de manter todos os assuntos relacionados para todos os vereadores, alinhando os pensamentos e os objetivos, trazendo tudo o que acreditassem ser melhor para a cidade e à população.
Melhorias
Dentro da Câmara, Marcelo Favaleça realizou algumas modificações. Não havia um efetivo trabalho em equipe, tudo era muito individualizado, não existia empatia entre os colegas de trabalho. Quando entrou na Câmara, para que os trabalhos pudessem ser feitos de uma maneira mais bem organizada, realizou uma reunião com todos os funcionários pedindo união e, desta forma, o entrosamento entre todos foi ficando cada vez maior, sendo, inclusive, reconhecido pelos próprios colaboradores e população.
Conquistas
Todos os projetos que entraram do Executivo, para votação, foram aprovados, sendo todos com teor de benefício para a cidade, e um exemplo disso foi a questão do ticket alimentação do funcionalismo público, o pagamento das horas extras, a equiparação do quinquênio, a evolução das letras nas categorias dos aposentados, o reajuste do salário mínimo, entre outros. E mais, vale ressaltar a importância do Sindicato dos Servidores Públicos, que atuou em parceria com a Câmara.
Sociedade
Para a sociedade, houve conquistas significativas, como a aprovação do Refis, que é um projeto para que as pessoas possam acertar as suas dívidas tanto com a Prefeitura quanto com o Unifunec. Salienta-se aqui que para 2019 foi solicitado ao prefeito que seja aumentado o número de parcelamentos, para que as pessoas consigam resolver suas pendências de forma mais eficaz. Houve também um trabalho em conjunto com a Apae, Gavas e outras entidades ou organizações.
Mais conquistas
Dentre as principais conquistas estão a aprovação do Plano de Mobilidade Urbana do município; a viabilização das duas creches, que é uma situação do mandato passado, mas esse ano a Câmara se empenhou muito sobre a questão das vagas nas creches; o início da construção da nova sede da Câmara; a Câmara Itinerante e luta pela reabertura do frigorífico.
E mais…
A Câmara de Santa Fé do Sul foi eleita em 2018, pelo ranking 2017, como a mais econômica da região de São José do Rio Preto e a 22ª do estado de São Paulo, e isso mostra um trabalho feito com responsabilidade e, dando continuidade as conquistas, cita-se a instituição do Dia da Inclusão das Pessoas com Deficiência; isenção do IPTU no caso das pessoas que têm doenças graves; o reconhecimento da Funec como universidade; a acessibilidade do prédio da Escola Estadual Professor Itael de Mattos; revitalizações; melhorias no Parque das Águas Claras; realização da Ficcap; ou seja, todas as conquistas para o município teve, de uma forma ou de outra, a participação dos vereadores, seja através de projetos, indicações ou requerimentos.
Fechamento
O balanço econômico será após o dia 20, uma vez que a última sessão camarária acontecerá na próxima terça-feira, dia 11, porém mesmo com o início da primeira etapa de construção da nova sede da Câmara, a Câmara Municipal de Santa Fé do Sul devolverá ao Executivo mais de R$ 200.000,00, que serão utilizados da maneira mais conveniente ao município. Nada está devido, nada parcelado e tudo está pago em dia, o que deve ser motivo de muito orgulho para todo e qualquer presidente da Câmara, pois entrega o cargo com a sensação de dever cumprido, de que foi feito tudo o que um presidente poderia ter feito, sempre com muita responsabilidade e respeito.

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