Tópicos da Semana – Edição de sábado – 23/03/19

Publicado em 23/03/2019 00:03

Por Lelo Sampaio.
Charge: Leandro Gusson (Tatto).

Eleições municipais, já?
Muitos queriam, à sombra de Bolsonaro, ser prefeito, vice ou vereador nas próximas eleições municipais. Porém, o que talvez não achassem é que a verdadeira mudança tão propagada, o novo, tão disseminado no fervor da campanha do ano passado demorasse tanto para acontecer. Muitos já estão se perguntando: Cadê a mudança? Cadê o novo? Sabemos, sim, que, embora diversos santafessulenses já estejam na dúvida, pelo menos por enquanto não darão o braço a torcer.
O fervor da campanha
Não se questiona aqui os eleitores de Bolsonaro, mas sim o fato de que muitos que o apoiaram veementemente, gritaram, foram às ruas, seguraram bandeiras, fizeram um movimento até mesmo para colocar um outdoor do candidato, com direito a ator pornô presente na cidade, a época já pensando em suas candidaturas, hoje não têm mais a certeza de que terão o apoio da massa popular e muito menos o voto de muitos. Esses mesmos bajuladores, grudados ao culhão do capitão, poderão, a qualquer momento, se desprender e ficar a ver navios. O tempo dirá.
É preciso mais
Para ser prefeito de nossa Estância Turística não basta ser um “espelho”. É preciso vida política e comunitária com a população local. Santa Fé do Sul quer gente do bem, gente comprometida e não aventureiros ou supostos salvadores da pátria. Santa Fé não pode ser experiência. Nossa Estância precisa de gente que trabalhe duro e com amor, de pessoas inteligentes e com conhecimento de causa. A cidade amadureceu e sabe escolher seus representantes, ou pelo menos isso é o que muitos acreditam.
Com quem será?
Evidentemente que se as eleições fossem hoje o candidato situacionista mais provável seria o atual prefeito, Ademir Maschio. Em caso de recusa, crê-se que o grupo optaria por alguém que já tem experiência em bem administrar a cidade. Na contramão, os oposicionistas parecem estar meio “perdidos”, até porque certos candidatos pouco receberam apoio financeiro nas eleições passadas, outros estão desgastados e outros ainda estão fugindo igual o diabo foge da cruz.
E por falar em Bolsonaro…
O filósofo e escritor Olavo de Carvalho, considerado o guru do presidente Jair Bolsonaro (PSL), declarou que o governo pode acabar em seis meses se continuar como está. O escritor afirmou ainda, no último sábado, dia 16, em Washington (EUA), que o presidente está de mãos amarradas por militares próximos com “mentalidade golpista”, os quais chamou de “bando de cagões”. As informações são do jornal O Globo.
Seis meses?
Depois da apresentação de uma sessão do filme “Jardim das Aflições”, sobre suas ideias, no Trump International Hotel, Olavo foi questionado sobre sua avaliação do governo Bolsonaro. “Se tudo continuar como está, já está mal. Não precisa mudar nada para ficar mal. É só continuar assim. Mais seis meses, acabou”, advertiu. Para ele, Bolsonaro é um grande homem, mas está sozinho e cercado por traidores fardados. “Ele não escolheu 200 generais. Foram 200 generais que o escolheram. Esse pessoal quer restaurar o regime de 1964 sob um aspecto democrático. Eles estão governando e usando o Bolsonaro como camisinha”, afirmou.
Golpe?
O vice-presidente Hamilton Mourão, segundo o site de notícias noticias.yahoo.com, também foi alvo do filósofo. “Não digo que seja realidade, mas o que eles querem. O Mourão disse isso. Que voltaram ao poder pela via democrática. Se não é um golpe, é uma mentalidade golpista”, disse.
Não sei…
O evento em que o escritor participou foi organizado pelo estrategista americano Steve Bannon, e pelo executivo do mercado financeiro Gerald Brant. A exibição contou com aproximadamente 60 convidados. O filósofo comentou também a crise no Ministério da Educação e fez questão de mostrar distanciamento dos episódios envolvendo o ministro Ricardo Vélez Rodríguez, com quem afirma ter conversado apenas duas vezes. “Uma para cumprimentá-lo e outra para mandá-lo enfiar o ministério no c…”, declarou.
E atacou
Olavo atacou a imprensa e também rejeitou o título de guru. “O sonho dos jornalistas é exercer influência no governo. Acham que eu sou igual a eles? Isso é muito vil, é muito miserável para um homem como eu”. Sobre integrar o governo, Olavo assegurou que suas pretensões são maiores. “Eu quero mudar o destino da cultura brasileira por décadas ou séculos à frente. Estou tentando formar uma geração de intelectuais sérios, que vão formar outras gerações de intelectuais sérios. Eu sou Olavo de Carvalho, sou escritor, não preciso de governo, de cargos no governo”, informou.
Sem mais…
Há de se fazer apenas uma ressalva a respeito da visita do Presidente do Brasil aos Estados Unidos da América, ocorrida nesta semana. Ao que parece não houve acordo com o país do Tio San, até porque acordo é quando as duas partes ganham. Os Estados Unidos ganharam a Base de Alcântara, o fim dos vistos e o acesso de informações de brasileiros nas redes sociais. Para muitos, o que se viu foi o Brasil passando pelo papel de submissão colonial. Será que foram para lá entregar o Brasil?

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