Tópicos da Semana – Edição de 1/04/17

Publicado em 1/04/2017 00:04

Por Mário Aurélio Sampaio e Silva.
Charge: Leandro Gusson (Tatto).

Charge 1-04Que rei sou eu…
A sessão ordinária da Câmara de Santa Fé do Sul, ocorrida nesta terça-feira, dia 28, foi sem dúvida alguma, uma das mais quentes já realizadas na Terra do Sol, tamanho o clima que se instaurou naquela Casa de Leis. Mais uma vez, ao invés de propostas que realmente atendam as necessidades do povo, ao que tudo indica, alguns vereadores ainda insistem na política da autopromoção e, completamente sem apuro, usam o espaço que a eles foi dado para ver quem manda mais, quem tem mais poder, quem é mais rei do que o próprio rei…

Deu piti
Tem vereador se achando mais que o “Deus”, e cuidado, porque o “Deus” de Santa Fé não permite que ninguém se sobressaia mais do que ele, e isso já não é de hoje. O vereador Rollemberg, por exemplo, talvez por desconhecimento de causa política ou por egocentrismo partidário, ou até mesmo, segundo comentários, pelo “poder político” que lhe subiu a cabeça, parece ter inventado a roda, o ar e o avião. Precisa, contudo, andar mais com os pés no chão, entender que fazer oposição não é bem assim, e mais, cuidado, pois o “Deus” de Santa Fé não permite que ninguém no mundo brilhe mais do que ele.

Luzes
Comenta-se pela cidade que o referido vereador teria convidado a população, principalmente profissionais da Enfermagem e Educação (muitos, aliás, membros de seu grupo político, segundo as línguas pretas) para vislumbrar “seus requerimentos” daquela noite. O primeiro deles, que trata da redução da carga horária dos enfermeiros de 40 para 30 horas que, aliás, já vinha sendo requerido desde a gestão anterior, através do ex-vereador Fábio dos Reis Vicenzi, o Sabão, foi amplamente aplaudido. Rollemberg ganhou seus cinco minutos de fama, até porque, para os mais desavisados, também teria tido, pela primeira vez, a “brilhante ideia”, porém, mais do que justa, de favorecer esses profissionais de tamanha importância.

Repeteco
O segundo requerimento do digníssimo vereador foi sobre a equiparação salarial dos professores do PEB I e PEB II. O fato é que esta questão já faz parte do Plano de Governo do prefeito Ademir Maschio, inclusive, ao que parece, com o conhecimento de todos os edis. Porém, segundo comentários, todos os outros vereadores afirmaram que o referido requerimento era, como disse o próprio vereador Renato Ferraz, “chover no molhado”.

Ira
Ao que parece, o vereador não gostou das argumentações de seus colegas de Casa e, diante do Plenário cheio, afirmou que está lá para defender o povo, que não pode aceitar somente o fato de determinadas ações estarem apenas escritas no papel e que irá até o fim na defesa do bem comum da sociedade como um todo. A questão é que todos os vereadores estão a favor do povo; entretanto, os comentários são de que, com apenas 90 dias de governo, suas atitudes talvez pareçam um pouco precoces. O tempo dirá.

Quem cochicha o rabo espicha
Como se não bastasse, o público ainda presenciou determinados vereadores literalmente cochichando ao pé do ouvido, como quem planeja fazer arte pelo simples fato de ver o circo pegar fogo e, claro, restar apenas os protagonistas, no caso, eles.

Brasil, il, il….
A equipe econômica do governo Michel Temer anunciou nesta quarta-feira, dia 29, uma série de medidas, de aumento da arrecadação e de corte de gastos, para fechar o buraco de R$ 58,2 bilhões no orçamento e tentar atingir a meta fiscal fixada para 2017, que é de déficit de R$ 139 bilhões. Que belezura!!!
No money
Dentre as medidas anunciadas estão o bloqueio de R$ 42,1 bilhões em gastos públicos, a receita extra com a reoneração da folha de pagamento: R$ 4,8 bilhões; receitas extras com relicitação de 4 hidrelétricas, no valor de R$ 10,1 bilhões; receita extra com a equiparação da alíquota de IOF de cooperativas de crédito, com a cobrada de bancos, no valor de R$ 1,2 bilhão.

Contando com os ovos…
O corte de gastos é maior que o previsto, porque o governo decidiu não contar neste momento com outra receita extra, que viria da volta, para a União, de precatórios não resgatados. Precatórios são dívidas do governo com pessoas ou empresas reconhecidas pela Justiça. De acordo com o ministro da Fazenda, há R$ 8,6 bilhões em precatórios depositados, mas não resgatados pelos beneficiários.

Mas não é a carne fraca
O Brasil possui tantas questões problemáticas que a Carne Fraca, como diz o dito popular, é fichinha. Somos o país do ter. Evidentemente que temos carne podre, mas temos também a mídia burra e irresponsável que diz que ácido ascórbico é cancerígeno. Temos agrotóxico proibido na verdura. Temos coliformes fecais na água. Temos soda cáustica no leite. Ahhh, temos também milho transgênico na cerveja e temos óleo no azeite extra virgem.

Temos tudo…
Somos o país que temos cevada no café, o iPhone mais caro do mundo, analfabeto legislando, airbag que não abre. Temos também bomba de combustível fraudada, combustível adulterado, máquinas de cartão de crédito grampeadas. Temos médicos que faltam do emprego e falsificam o ponto, tempos de tudo neste país.

Temos muito mais
Temos empregados processando o patrão para extorquir dinheiro, tem goleiro Bruno libertado, empregado e já dando autógrafos. Temos também quadrilhas travestidas de partidos políticos, tem o parasitismo, a falta de seriedade, temos tantas coisas. Temos o caráter brasileiro sistematicamente adulterado, e, como já dizia Rui Barbosa, “De tanto ver as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra; de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra, e a ter vergonha de ser honesto”.

 

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