Tópicos da Semana – Edição de 11/07/20

Publicado em 11/07/2020 00:07

Por Lelo Sampaio

Explosão de casos
Há pouco mais de um mês, no dia 8 de junho, Santa Fé do Sul contabilizava 28 casos para o novo coronavírus, três pessoas em isolamento domiciliar, cinco, em hospitalar, nenhum paciente com Covid-19 na UTI da Santa Casa local e nenhum óbito. Na última quarta-feira (8) o município já havia contabilizado 147 casos, 74 pessoas em isolamento domiciliar, três em isolamento na enfermaria da Santa Casa, quatro pessoas na UTI e cinco óbitos, o que demonstra um aumento de 525% casos para a Covid-19, e há pessoas que ainda não se atentaram para a gravidade desta pandemia.

No perigo
Após o decreto estadual obrigando as pessoas a usarem máscaras, o que passou a valer também aqui em Santa Fé do Sul, até mesmo porque o prefeito Ademir Maschio deixara claro que o município multaria pessoas e donos de estabelecimentos comerciais, ainda vemos pessoas, ainda que raramente, andando pelas ruas da cidade sem o uso desta proteção. E mais, alguns dos que usam, a tiram para falar ao celular, para falar com a moça do caixa no supermercado, enfim, parece mesmo que o brasileiro gosta de viver perigosamente.

Transmitindo
E isso não é somente “mérito” de quem vive em Santa Fé. Por todo o país o que se observa são as pessoas desrespeitando as medidas de proteção preconizadas pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial de Saúde. Muitas pessoas em isolamento domiciliar saem indiscriminadamente às ruas e, ainda na fase de contágio, acabam proliferando o vírus.

‘Choppcídio’
A noite de quinta-feira da semana passada (2), primeira com bares reabertos no Rio de Janeiro, teve comportamentos que desrespeitam os mais de 60 mil mortos pelo novo cornavírus no Brasil. Imagens feitas durante a madrugada mostram que estabelecimentos e consumidores ignoram as regras de flexibilização, como o uso de álcool gel, de máscaras de proteção e distância entre mesas. Os bares também não fecharam até às 23h, como exigido pela prefeitura, e permaneceram abertos até a madrugada da sexta (3).

Nada de máscaras
Na Rua Dias Ferreira, no Leblon, Zona Sul, tradicional reduto boêmio, muita gente se espremeu na calçada e até no asfalto. Imagens postadas em redes sociais mostram a multidão na rua, especialmente no quarteirão que acaba na Avenida Ataulfo de Paiva e concentra muitos bares e restaurantes. Parecia que nem existia uma pandemia. Enquanto isso, no bar Boa Praça, o discurso e as atitudes bolsonaristas seguiam soltos no meio de uma pandemia. Garçons usando máscaras e praticamente nenhum cliente no vídeo usando.

Ironizando
Em um dos vídeos, o homem que filma xinga a pandemia e o uso de máscara. Em outro, uma mulher debocha: “Hoje é dia 2 de julho, primeiro dia da liberação dos bares no Rio de Janeiro, a gente está aqui na Dias Ferreira, e está realmente todo mundo de máscara, olha…”, diz, mostrando quase todos sem o utensílio obrigatório contra a proliferação do vírus.

Arrogância é pouco
Enquanto isso, como já é de conhecimento de todos, uma mulher foi flagrada ofendendo um fiscal da Prefeitura do Rio de Janeiro durante uma inspeção na Barra da Tijuca. O caso foi revelado durante reportagem no Fantástico do último domingo (5) e nesta segunda (6) ela foi demitida da empresa em que trabalhava. Durante a inspeção, Flávio Graça, superintendente de Inovação, Pesquisa e Educação em Vigilância Sanitária, Fiscalização e Controle de Zoonoses da Prefeitura do Rio de Janeiro, se dirigiu ao homem que estava com a mulher e o chamou de cidadão. Ela respondeu: “Cidadão, não. Engenheiro civil formado e melhor que você”.

Rá, ré, ri…
A frase com a ofensa gerou forte repercussão nas redes sociais. A mulher, que é engenheira química, com especialização em Administração de Empresas, era funcionária da Taesa, empresa privada do setor de energia. Era, pois foi demitida no dia seguinte devido ao fato de a empresa não compactuar com tal atitude.

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