Tópicos da Semana – Edição de 11/11/17

Publicado em 11/11/2017 00:11

Por Mário Aurélio Sampaio e Silva.
Charge: Leandro Gusson (Tatto).

Mamãe passou açúcar?
Parece mesmo que Santa Fé do Sul é de açúcar, doce como mel, linda de se viver, e isso não é mentira alguma; entretanto, pelo fato de possuir essas qualidades e também por sermos um povo extremamente receptivo, o número de migrantes que aqui chega é hoje considerado um dos maiores da nossa microrregião. O que se percebe é que cada dia que passa mais pessoas aqui chegam.
Acolhimento
O Governo Municipal de Santa Fé do Sul, através da Secretaria de Ação Social, oferece a esses cidadãos um serviço de acolhimento que consiste em primeiramente identificar o motivo pelo qual ele está na cidade e suas reais necessidades. Alguns vêm para cá para pegar uma passagem para sua cidade de destino; outros, entretanto, aqui pernoitam com o sonho de conseguirem um emprego na cidade.
Porém
Como se dizia antigamente, o caso do haitiano que estava vivendo nas ruas de Santa Fé, e que não parece aceitar qualquer tipo de ajuda e etecetera e tal, já virou roteiro de novela mexicana. Muitos dão tanta importância ao homem como se ele fosse um lobisomem ou talvez um tarado solto pelas ruas da cidade. Se alguns órgãos de imprensa e muitos internautas entendessem como é normatizado o trabalho da Ação Social, e não tão somente criticassem, talvez esse assunto já seria página virada, mas parece mesmo que o sensacionalismo ainda impera no pensar de algumas pessoas cidade.
Ação
Não que o caso do senhor Ferold seja irrelevante, muito pelo contrário, mas o fato é que a Secretaria de Ação Social tem tomado todas as medidas cabíveis para que este senhor possa ter uma melhor qualidade de vida, mas o que tem parecido mesmo é que, mesmo com internações e outras ajudas, ele quer mesmo é viver na rua.
Não pode!
Há aproximadamente 20 dias, a Ação Social tentou sua inclusão em uma casa para refugiados em São Paulo, porém fora informada que não poderia recebê-lo, haja vista estar ele no Brasil há dois anos. Segundo as regras daquela entidade, somente são aceitos estrangeiros com até seis meses no país.
Livre arbítrio
O papel da Secretaria de Ação Social é justamente o de garantir sua proteção, entretanto há de considerar o livre arbítrio, o direito de ir e vir de qualquer cidadão, e ninguém pode obrigá-lo a morar aqui ou acolá ou a interná-lo a força. Enquanto ele apresentar um comportamento que não desabone a sociedade, ele é detentor de plena autonomia para aqui viver e da forma como quer.
Internação
Na última segunda-feira, dia 6, o haitiano, através de uma internação compulsória, foi encaminhado para uma clínica de psiquiatria em Catanduva, e isso só foi possível graças a um trabalho sistemático da Secretaria de Ação Social, da Saúde, da Guarda Civil Municipal, Polícia Militar e UPA. Antes, porém, ele fora diagnosticado com distúrbios psiquiátricos, daí a necessidade de sua permanência naquele local. Espera-se que, com tal medida, o senhor Ferold consiga se reestabelecer para que possa, então, ser inserido na sociedade, seja em Santa Fé ou onde ele bem entender.
Cocho?
Dizia meu saudoso pai que “quanto mais pobre é o circo, mais enjoado é o palhaço”, e esse preceito cabe para os incultos e principalmente as mesmas figurinhas repetidas, os denominados oposicionistas de plantão, que logo afirmaram, assim que viram as primeiras instalações do monumento produzido pelo Sincomercio e Associação Comercial de Santa Fé que está sendo instalado em frente a Chiquinho Sorvetes, na Praça da Matriz, para que principalmente os turistas, tirem fotos, logo afirmarem parecer com um cocho.

O monumento
No monumento existirá um grande coração com sua estrutura vasada, e nele escrito “Eu”. Também estará escrito em um portal o nome “Santa Fé do Sul. Como o coração simboliza o amor, a pessoa, ao posicionar parte de seu corpo dentro do coração, ao tirar a foto, a imagem será “Eu amo Santa Fé do Sul”.
Pelo Mundo afora
Trata-se de uma obra existente em grandes cidades turísticas, como em Nova Iorque, com o seu I love New York (Eu amo Nova Iorque) ou em Amsterdam, com o seu I Amsterdam. A pessoa, ao se posicionar após o pronome I (Eu), a imagem que se tem é Eu, a imagem da pessoa, Amsterdam, que pode ser interpretado tanto como Eu sou de Amsterdam como Eu estou em Amsterdam.
Caipirice
Duvido que se algum desses nhem-nhem-nhens da vida fossem a Nova Iorque, Paris, Londres, Amsterdam ou Berlim viriam para sua terra natal, Santa Fé do Sul, dizendo que lá viram cochos. Muito pelo contrário, estariam esbravejando aos quatro cantos da cidade que foram para “as zoropa” e lá viram “lindos cochos”, ops, “lindos monumentos”. Para alguns pobres coitados, realmente a grama do vizinho parece ser sempre mais verde.

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